De acordo com o estudo Mestre e Doutores, realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC), o brasileiro que possui mestrado ganha, em média, quatro vezes mais que os demais trabalhadores do País. Já para os profissionais com doutorado, o valor pode aumentar até seis vezes. Um profissional com título de mestre ganha em média R$ 9.719,00, enquanto a média nacional dos demais trabalhadores é de R$ 2.449,00. Os doutores ganham em média, por mês, R$ 13.861,00. O estudo também apontou que, apesar do aumento de cerca de 210% nos programas de pós-graduação, os números de mestres e doutores no País ainda estão abaixo da média internacional. Um dos motivos para acontecer essa distorção entre o Brasil e os países economicamente mais desenvolvidos é a ideia de que muitos cursos de mestrado e doutorado são voltados apenas para atuação em universidades. “Em países desenvolvidos, a grande maioria de mestres e doutores são absorvidos pelo setor produtivo, e a minoria permanece na academia”, destaca o coordenador do mestrado em Engenharia Mecânica do Centro Universário FEI, Rodrigo Magnabosco. Acompanhando a tendência mundial, nos últimos 20 anos, o mestrado alinhando teoria e prática cresceu no Brasil e é uma ótima alternativa para aqueles que desejam ampliar o conhecimento teórico, a partir da pesquisa, e aprender a utilizá-lo no trabalho. “Hoje, muitas empresas buscam profissionais com esse tipo de formação, já que são capazes de atuar no desenvolvimento de pesquisas inovadoras e aplicá-las em produtos ou serviços”, conta a vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias da FEI, Rivana Marino.