O WhatsApp é o aplicativo mais popular de troca de mensagens do mundo. Mas apesar de utilizado em mais de 180 países por cerca de 2 bilhões de pessoas, seus números são pífios nos Estados Unidos. De acordo com a empresa de pesquisas Pew Research Center, apenas 20% dos usuários de smartphone no país tem o aplicativo instalado. Uma realidade bem diferente do que se vê no Brasil, por exemplo, onde uma pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box aponta que 99% dos celulares têm o app instalado. Afinal, por que os norte-americanos não usam WhatsApp? A resposta pode estar nos contratos de telefonia dos EUA. Hábito de usar SMS Grande parte dos clientes de telefonia móvel americana têm planos. Há cerca de 15 anos, a tecnologia 2G permitiu que operadoras oferecessem maiores coberturas. Os planos passaram a contar com ligações ilimitadas e SMS grátis. Isso popularizou o envio e recebimento de mensagens de texto. Na era 2G, a internet via celular ainda era muito cara, assim os SMS prevaleceram por lá. Já a maioria dos celulares brasileiros tem plano pré-pago e não oferta essa cobertura. Sendo assim, a troca de mensagens não foi democratizada por aqui. Maior número de iPhones O contrato de telefonias também disponibiliza o iPhone, da Apple, por um preço mais acessível. Nos EUA, cerca de 50% dos consumidores utilizam iOS como sistema operacional. Os modelos oferecem o iMessage, que não afeta o uso de mensagens. Ao mandar mensagens para outro iPhone, o sistema utiliza a internet; já quando a mensagem é enviada para o sistema de outro fabricante, como o Android, ele usa a rede SMS. Uso dos latinos Dentre os aplicativos de mensagens e videochamadas mais utilizados pelos americanos, o WhatsApp aparece na quinta colocação. De acordo com um levantamento da Statias, as ferramentas mais usadas são: Facebook Messenger (87%) FaceTime (34%) Zoom (34%) Snapchat (28%) WhatsApp (25%) Apesar da pouca aderência entre americanos, quando se trata de latinos residentes nos EUA, os números mudam. Quase 50% deles fazem uso do WhatsApp, já que muitos recorrem ao aplicativo para falar com pessoas em outros países. (com informações da BBC News Brasil)