Sergio Chaia assumiu a presidência de uma multinacional pela primeira vez antes de completar 40 anos de idade. Em seu currículo, acumula experiências em empresas, como Sodexhopass, Pfizer e Johnson & Johnson. Desde 2007, comandou a operação da Nextel Brasil, que conta com mais de 7 mil colaboradores e mais de 4,2 milhões de clientes, onde permaneceu durante seis anos. No livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre a vida profissional, pessoal e espiritual”, o executivo narra sua jornada. Nascido em Belo Horizonte e criado em Campinas, interior de São Paulo, Chaia fazia parte de uma família de classe média e tinha como sonho, assim como muitos brasileiros, ser jogador de futebol. O livro conta a maneira como essa aspiração foi interrompida e relata a construção da nova meta, tornar-se presidente de uma multinacional antes dos 40 anos. No capítulo 5, De galho em galho no cipó corporativo, Chaia relata: “O sonho de ser presidente antes dos 40 anos me fez trabalhar em várias empresas. No meu planejamento, eu tinha que alcançar determinadas posições por períodos de tempo. Minha ambição, ansiedade e foco eram tão grandes que se percebia que essa ascensão não rolaria em determinada empresa, já começava a procurar outra antes da data estipulada. Não podia perder tempo”. Decolar na carreira foi apenas o primeiro passo. Quando estava à frente da presidência da Sodexhopass, com apenas 36 anos, Chaia viu-se invadido por dúvidas que iam muito além do êxito profissional. A ansiedade e as preocupações naturais do cargo tiravam-lhe o sono. Foi quando conheceu técnicas de meditação inspiradas no budismo, que transformaram radicalmente sua maneira de agir na vida pessoal e profissional. “No meu caso, a meditação da morte foi um despertar para o que eu realmente queria da minha vida. Deixar um legado. Construir algo de positivo para minha família, meus amigos e o mundo. Compartilhar e receber das pessoas o melhor”, conta o autor no capítulo 13, Como a meditação da morte mudou a minha vida. O executivo competitivo, que fazia questão de se destacar entre os colegas, passou a dar espaço ao ser humano que valoriza pequenos momentos e conquistas diárias. Em sua caminhada, Chaia passou a substituir o vazio e a solidão por um novo propósito, a busca pela harmonia entre os excelentes resultados na vida profissional e o desenvolvimento da sua vida espiritual. No capítulo 11, A promoção perdida e a chegada ao topo, Chaia descreve: “Brilhar por meio do outro virou uma filosofia. Fui percebendo a importância da conexão entre as pessoas e construindo uma metodologia de interação que trazia motivação para a equipe e resultados financeiros para a empresa”.