Por vinte anos, Napolleon Hill, autor de Quem pensa enriquece, se dedicou a descobri-la. E conseguiu. Ele acompanhou de perto a ascensão de 500 das maiores fortunas do mundo. Convivendo com mitos como Henry Ford, Theodore Roosevelt, King Gillette e Jonh Rockefeller, o autor encontrou 15 características comuns a todos esses grandes vencedores. Quem pensa enriquece, principal fruto das ideias de Napoleon Hill, é um dos maiores bestsellers do mercado editorial, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo. Uma obra atemporal que vem ajudando pessoas comuns a se tornarem ricas e poderosas. Uma verdadeira obra-prima com o poder de enriquecer sua vida. Veja algumas palavras do próprio autor. “Há pouco mais de trinta anos, Edwin C. Barnes descobriu quanto é verdadeira a noção de que as pessoas, quando pensam, enriquecem. Ele não chegou a essa conclusão de uma hora para outra. Foi aos poucos, a partir de um desejo ardente de formar uma parceria com o grande Thomas Edison. O desejo de Barnes tinha uma característica principal: era claramente definido. Ele queria trabalhar com Edison, não para ele. Observe cuidadosamente a descrição de como ele procedeu para que seu desejo se transformasse em realidade e compreenderá melhor os 13 princípios que levam à riqueza. A primeira vez que esse desejo, ou impulso de pensamento, passou-lhe pela cabeça, ele não se sentiu em condições de agir. Duas dificuldades se interpunham em seu caminho: não conhecia Edison e não tinha dinheiro bastante para pagar a passagem de trem até Orange, em Nova Jersey. Essas dificuldades seriam suficientes para desencorajar a maioria dos homens. Mas aquele não era um desejo como outro qualquer! Barnes estava tão determinado a encontrar um meio de levar adiante sua vontade que não se deu por vencido e decidiu viajar como ‘bagagem’: foi para West Orange em um trem de carga. Chegando ao laboratório de Thomas Edison, anunciou que estava ali para entrar no mundo dos negócios como parceiro do inventor. Edison relatou, anos mais tarde, ao falar desse primeiro encontro: ‘Lá estava ele, parado na minha frente, mais parecendo um andarilho, embora houvesse algo em seu rosto que transmitia determinação de conseguir o que fora buscar. Eu tinha aprendido, durante anos de convívio com as pessoas, que, quando um homem deseja alguma coisa tão obstinadamente, a ponto de arriscar todo o seu futuro em um lance único para consegui-la, é porque está seguro da vitória. Dei-lhe a oportunidade que pediu porque percebi sua determinação de tentar até alcançar êxito. O que aconteceu depois serviu para provar que eu estava certo.’ O próprio Edison declarou que as palavras de Barnes, naquela ocasião, foram infinitamente menos importantes do que suas ideias. A aparência do jovem em nada o ajudava. O que levou Thomas Edison a aceitá-lo em seu laboratório foi o que o rapaz pensava. Se a importância dessa declaração pudesse ser captada neste momento por todos os leitores deste livro, os próximos capítulos não seriam necessários. Mas Barnes não conseguiu a sociedade com Edison logo na primeira entrevista. No início, trabalhou em troca de um salário irrisório, executando tarefas que, para o ‘mestre’, não tinham a menor importância, mas que para o ‘aspirante’ eram importantíssimas, pois lhe davam a oportunidade de exibir sua ‘mercadoria’ de modo que o ‘sócio’ em perspectiva pudesse vê-la. Meses se passaram. Aparentemente, nada acontecia para tornar realidade a ambicionada meta que Barnes havia estabelecido como seu principal propósito definido. Alguma coisa importante, porém, ocorria em sua mente: ele intensificava continuamente o desejo de se tornar sócio nos negócios de Edison. Psicólogos afirmaram com razão que ‘quando alguém está verdadeiramente preparado para uma situação, ela acaba acontecendo.’ Barnes estava pronto para uma parceria com Edison. Mais do que isso, ele estava determinado a permanecer pronto até conseguir seu intento. Ele não disse para si mesmo: ‘Ah, de que adianta? Talvez eu devesse mudar de idéia e tentar um emprego de vendedor.’ O que afirmou foi: ‘Vim aqui para me associar a Edison e vou conseguir, nem que leve o resto da vida!’ Ele falava sério! Como os seres humanos teriam histórias diferentes para contar se adotassem um propósito definido e o mantivessem até que se tornasse uma verdadeira idéia fixa! Talvez o jovem Barnes não soubesse disso naquele momento, mas sua tenaz determinação e a persistência em concentrar-se em um único desejo estavam destinadas a derrotar toda e qualquer oposição, trazendo-lhe a oportunidade que buscava. Quando a ocasião surgiu, foi de forma inusitada e vinda de onde Barnes jamais poderia imaginar. Este é um dos truques da oportunidade: ela tem o hábito de disfarçar-se, entrando sorrateiramente pela porta dos fundos e, às vezes, tomando a aparência de uma desventura ou derrota temporária. Talvez seja por isso que muitos deixam de reconhecê-la. Edison acabara de aperfeiçoar um novo equipamento para escritório, conhecido na época como a Edison Dictating Machine (ditafone). Os vendedores não se entusiasmaram com a máquina e não acreditaram que pudesse ser vendida com facilidade. Barnes viu aí sua oportunidade. Ela chegara silenciosamente, escondida em uma máquina de aparência estranha que não interessava a ninguém, a não ser a ele e ao inventor. Barnes sabia que conseguiria vender o ditafone. Sugeriu isso a Edison e, prontamente, conseguiu uma chance. E realmente vendeu a máquina – na verdade, com tal sucesso que Edison lhe ofereceu um contrato de comercialização e distribuição para todo o país. Dessa associação, nasceu o slogan: ‘Feito por Edison e instalado por Barnes’. A aliança comercial entre eles funcionou por mais de trinta anos. Por causa dela, Barnes ficou rico, mas também fez algo infinitamente maior: provou que alguém pode realmente ‘pensar e enriquecer’. É impossível saber quanto o desejo original de Barnes rendeu-lhe em dinheiro. Talvez 2 ou 3 milhões de dólares, mas, seja qual for a quantia, parece insignificante se comparada ao maior bem que adquiriu: o conhecimento preciso de que um impulso intangível de pensamento pode ser transformado em sua contrapartida física por meio da aplicação de princípios conhecidos. Barnes, literalmente, pensou em si mesmo numa sociedade com o grande Edison! Ele se viu fazendo fortuna. Nada tinha para começar, exceto a capacidade de saber o que queria e a determinação de manter esse desejo até conseguir realizá-lo. Barnes não possuía dinheiro. Tinha pouca instrução e nenhuma amizade com pessoas influentes. Mas não lhe faltavam iniciativa, fé e vontade de vencer. Com essas forças intangíveis, ele se tornou o homem número 1 para o maior inventor que o mundo já conheceu.”