Recentemente ouvi uma parábola sobre o sapo que dizia assim: “você é um sapo que vive em um lago com outros tantos sapos; esse lago, aos poucos, foi ficando sujo, porém, você é o único sapo que se incomoda com a sujeira do lago. Durante algum tempo, você, um sapo cheio de idéias, atitudes, criatividade, pro atividade, decide que limpar o lago seria uma boa opção para viver melhor no lago. Faz isso durante um tempo, porém, ao ver que os ostros sapos, que são muito numerosos, só o que sabem fazer é sujar o lago. Neste caso, você, um sapo cheio de idéias, atitudes, criatividade, vê que não é possível lutar sozinho diante desse bando de sapos, decide, então, que o melhor que tem a fazer é mudar de “lago.” Você já deve estar cansado de ouvir aquela famosa frase: ' isso não é do meu departamento”. É claro que existem várias justificativas para classificar pessoas com esse discurso, entretanto, esse profissional pode estar sendo sabotado pela sua própria empresa, sabotado a tornar-se um profissional medíocre, talvez por não ter se dado conta do momento certo de deixar o “lago”. Embora a nova geração de profissionais esteja chegando, em muitas empresas, ainda somos submetidos a chefes autocráticos, autoritários, sem liderança, com atitudes negativas e desmotivadoras, onde ser dinâmico, criativo, pro ativo, ter boas idéias e implantar coisas novas, pode gerar um grande conflito entre egos, agregar uma nova função ao seu cargo, sem direito a recompensa salarial, ser mal interpretado pelos colegas e pior, torná-lo responsável pelo feito. Então, para evitar que coisas como essas aconteçam conosco, abrimos mão das nossas atitudes e do que achamos que é certo, para nos nivelarmos a mediocridade imperante. Não podemos nos acostumar com as sujeiras dos lagos em que vivemos atualmente. Não podemos achar que é normal conviver com coisas que ferem os nossos valores, que vão de encontro com as nossas crenças e que transformam a nossa conduta. Se somos profissionais dinâmicos, competentes, criativos, críticos, pro ativos, não podemos deixar nosso brilho se apagar por nos conformamos com a situação na qual estamos inseridos. Fuja enquanto há tempo! Devemos tomar cuidado para que esse mal não nos atinja.