Meus cursosPublicar artigos
Cursos grátis
  • Últimas notícias
    • Carreira e Performance
    • Cotidiano
    • Dinheiro
    • Empreendedorismo
    • Liderança e Inteligência Emocional
    • Negócios e Gestão
    • Web stories
    • Carreira e Performance
    • Dinheiro
    • Empreendedorismo
    • Liderança e Inteligência Emocional
    • Negócios e Gestão
    • Todos os Artigos
  • Podcast
    • Liderança, com Daniel Goleman
    • Negociação e Influência
    • Avançado de Consultoria
    • Gestão de Projetos
    • Expert em Excel
    • Ver todos
    • Administradores Premium
    • Networking
    • Educação Corporativa
    • Para assessorias de imprensa
    • Plataforma de NR-1
    • Gestão da Inovação
    • Certificado Digital
    • Consórcios
    • Calculadora de Valuation
  • Seja embaixador
  • Anuncie
Logo Administradores
Logo Administradores
Cursos grátis
Meus cursosPublicar artigos
Últimas notícias
Editorias
Artigos
Podcast
Cursos
Para Empresas
Seja embaixadorAnuncie
  1. Home
  2. Artigos
  3. Carreira e Performance

Por que você executa seus treinos melhor do que executa sua estratégia

Mario Trentim
Mario Trentim
21 out 2026 às 6:05
Última atualização: 20 out 2026
10 min leitura
21 out 2026 às 6:05
10 min leitura
Última atualização: 20 out 2026
Por que você executa seus treinos melhor do que executa sua estratégia

Reprodução/Pexels

Conheço pessoas que nunca conseguiram implementar um CRM na empresa, mas completaram seis meses de preparação e cruzaram a linha de chegada de uma prova de HYROX.

Profissionais que travaram um projeto de transformação por dois anos, mas apareceram toda semana para o treino de crossfit às seis da manhã.

Executivos que não conseguiram mudar um processo simples em suas organizações, mas reorganizaram toda a rotina para competir em esportes de resistência — e fizeram isso com consistência.

Isso não é crítica a essas pessoas. É uma observação que me intriga — e que, depois de mais de quinze anos praticando esportes de resistência e trabalhando com gestão de projetos e transformação organizacional, me parece revelar algo importante sobre como compromissos funcionam.

Por que o mesmo ser humano sustenta disciplina em um contexto e trava em outro? A resposta raramente está na força de vontade. Está na estrutura do compromisso.

O que o esporte tem que a empresa não tem

Quando você se inscreve numa prova de HYROX — ou de corrida, ou de qualquer competição com data marcada — um conjunto de condições se estabelece automaticamente.

Existe uma data concreta que não se move. Existe um resultado visível que não tem como ser interpretado: terminou ou não terminou, entrou ou não entrou dentro do tempo. Existe responsabilidade pública — você contou para as pessoas, pagou a inscrição, apareceu. Existe uma consequência real se não se preparar. E existe feedback imediato: você sabe exatamente como foi logo depois da prova.

Agora compare com um objetivo organizacional típico: “vamos ser mais inovadores esse ano”.

PROVA COM DATA MARCADA“VAMOS SER MAIS INOVADORES”
Data fixa, não se movePrazo vago ou que se move
Resultado claro e verificávelResultado difuso, interpretável
Responsabilidade públicaResponsabilidade compartilhada (= de ninguém)
Consequência real por não prepararConsequência difusa por não agir
Feedback imediato após a provaFeedback tardio ou inexistente
Critério de sucesso óbvioCritério de sucesso nunca definido

Não é força de vontade que faz a diferença. É a estrutura. O esporte tem o que o ambiente organizacional muitas vezes não tem: condições que tornam impossível fingir que o compromisso está sendo cumprido quando não está.

A ciência do comprometimento — traduzida

Pesquisadores da área comportamental documentaram há décadas o que chamam de “dispositivo de comprometimento”: quando uma pessoa assume um compromisso verificável — com data, consequência real e responsabilidade clara — o comportamento subsequente muda de forma mensurável.

Não porque a motivação aumentou. Porque a estrutura mudou.

Outros pesquisadores mostraram que objetivos específicos e desafiadores produzem resultados melhores do que objetivos vagos. “Correr mais” funciona menos do que “terminar a prova X em novembro dentro de tal tempo”. “Ser mais ágil” funciona menos do que “em 60 dias, o processo Y vai ter esse tempo de resposta, medido dessa forma, com João responsável e revisão quinzenal”.

A diferença não está na ambição. Está na concretude.

Drucker já apontava isso em 1954: a gestão por objetivos — quando funciona — funciona porque transforma intenções vagas em comprometimentos verificáveis. O problema não é que as organizações não conheçam o conceito. É que na prática reproduzem a forma — metas, indicadores, planejamento — sem a substância: responsabilidade real, critério claro, consequência genuína.

A maioria das organizações não falha por falta de estratégia. Falha porque não consegue transformar estratégia em comportamento observável na segunda-feira seguinte.

O gargalo que ninguém quer ver

Existe um raciocínio que parece óbvio, mas raramente é aplicado:

Se uma corrente tem dez elos e um deles é fraco, reforçar os outros nove não resolve. O resultado máximo da corrente é determinado pelo elo mais fraco — e só muda quando você ataca esse ponto específico.

Na gestão de sistemas produtivos, isso é chamado de Teoria das Restrições, desenvolvida pelo físico e consultor Eliyahu Goldratt nos anos 1980. A ideia central: o desempenho de qualquer sistema é limitado por sua restrição principal. Melhorar qualquer outro ponto não melhora o resultado global — só acumula ineficiência em outro lugar.

Traduzindo para o cotidiano de qualquer gestor: de que adianta investir em um time de marketing brilhante se o produto não entrega o que promete? De que adianta ter a melhor equipe de vendas se o processo de onboarding é um desastre? De que adianta um planejamento impecável se as decisões levam semanas para ser tomadas?

A restrição real raramente está onde mais se investe. Está onde menos se olha — justamente porque é desconfortável encarar.

A corrente é tão forte quanto o elo mais fraco. Reforçar os outros elos não muda esse fato.

No HYROX, a lógica é a mesma. Um estudo publicado em 2026 na revista Frontiers in Physiology, analisando quase 40 mil registros de competidores, mostrou que a corrida é fundamental — representa metade do tempo total e está fortemente ligada ao resultado geral. Mas determinadas estações podem inverter completamente a posição relativa dos atletas. Treinar apenas corrida, ignorando as estações de força e funcional, seria otimizar onde já existe competência — e ignorar a restrição real.

Identificar a restrição real de um sistema é desconfortável porque raramente está no departamento com melhor desempenho. Está onde a organização tem mais dificuldade de olhar.

Estratégia é hipótese. A execução revela o que é verdade.

Antes de qualquer prova, tenho um plano. Sei como vou distribuir o esforço, qual ritmo vou manter na corrida, quanta energia vou reservar para cada estação.

E todo plano encontra a realidade.

Na última prova, o organismo respondeu de forma diferente do esperado em alguns momentos. A frequência cardíaca subiu mais rápido em determinada corrida intermediária. Uma das estações exigiu mais do que o antecipado. Precisei tomar decisões em tempo real que o plano não havia especificado.

O planejamento foi necessário — sem ele, as decisões teriam sido piores. Mas não foi suficiente — porque a realidade tem variáveis que o plano não captura completamente.

Isso é verdade em qualquer projeto organizacional também.

Henry Mintzberg, um dos pesquisadores de estratégia mais influentes do século passado, distinguiu entre estratégia deliberada — o que você planejou fazer — e estratégia emergente — o que você de fato fez, incluindo os ajustes que o contexto exigiu. As organizações que conseguem ser as duas coisas ao mesmo tempo — ter um plano claro e capacidade real de ajustar — são as que entregam com consistência.

As que se aferram ao plano original quando a realidade mudou, ou que mudam de plano a cada sinal de variação, raramente chegam onde pretendem.

Alta performance sem exaustão

Há um risco no culto à performance que vale nomear diretamente.

Quando falo em comprometimento verificável, em identificar restrições e em executar com consistência, não estou defendendo a ideia de extrair o máximo de cada pessoa até que não haja mais nada para entregar. Esse modelo de gestão produz resultados no curto prazo e destrói capacidade no médio.

Pratico esportes de resistência há tempo suficiente para saber: a evolução não acontece treinando no limite todos os dias. Acontece pela combinação certa de esforço, recuperação e consistência ao longo do tempo. Atletas que ignoram a recuperação regridem ou se machucam — e saem da competição antes da hora.

Pesquisas em psicologia motivacional mostram que as três condições que mais sustentam o desempenho humano ao longo do tempo são: autonomia (sentir que você tem controle sobre o que faz), percepção de competência (sentir que está melhorando) e relacionamentos construtivos (sentir que pertence a algo maior). Pressão externa, comparação constante e ameaça de consequências negativas podem produzir desempenho no curto prazo — mas corroem os três pilares.

Alta performance organizacional sustentável exige objetivos desafiadores. E também exige autonomia, aprendizado, confiança e condições que as pessoas consigam manter por anos — não por trimestres.

O que fazer diferente amanhã

Não existe fórmula — e desconfie de quem oferece uma. Mas existem perguntas que, na minha experiência, ajudam a identificar onde o sistema está travando.

Quatro perguntas para identificar onde seu sistema trava

Pergunta 1 · Comprometimento

Sua organização anuncia intenções ou assume compromissos verificáveis? Se alguém de fora perguntasse “como você sabe que está cumprindo essa meta?”, a resposta seria clara?

Pergunta 2 · Restrição

Onde está o gargalo real do seu sistema? Não qual área performa pior — mas o que efetivamente limita o resultado do conjunto? Você investe mais onde já vai bem ou onde está o verdadeiro obstáculo?

Pergunta 3 · Aprendizado

Quando um projeto desvia do plano, sua organização aprende com o desvio ou pune quem decidiu? Desvios são informação — e organizações que os tratam como fracasso aprendem a esconder problemas em vez de resolvê-los.

Pergunta 4 · Sustentabilidade

O ritmo atual de trabalho da sua equipe é sustentável por mais dois anos? Se a resposta for não, o resultado de curto prazo está sendo financiado pela capacidade de médio prazo.

O maior desperdício que observo em organizações não é a falta de capacidade. É a distância entre a capacidade que já existe e o valor que consegue ser efetivamente realizado. Essa distância não se resolve com mais esforço, mais ferramentas ou mais reuniões de acompanhamento.

Resolve-se quando entendemos o sistema como um todo — e quando transformamos intenções em compromissos que têm data, dono, critério e consequência.

O HYROX faz isso naturalmente. Organizações precisam construir deliberadamente.

Estratégia sem execução é desejo. Execução sem compreensão do sistema é esforço desperdiçado. O que fica no meio — o comprometimento real, estruturado, verificável — é o trabalho que diferencia organizações que entregam das que acumulam boa intenção.

Leia mais:

Indicação de amigos pesa na escolha do seguro viagem, mostra levantamento
IA avança no recrutamento e transforma a forma como empresas contratam
Terminei minha última prova de HYROX sem estar esgotado. Fiquei pensando no que errei
O CEO que não faz nada
Quanto vale o segredo de uma empresa no mercado negro dos dados?
Quem vai ensinar o Brasil de amanhã?
Logo café com ADM
Logo café com ADM
Imagem de destaque do podcast
Imagem de destaque do podcast

#516

Como transformar relacionamentos em oportunidades de negócios | Café com ADM #516

Como transformar relacionamentos em oportunidades de negócios | Café com ADM #516

Ver todos os episódios
    Compartilhar

    Sobre o autor

    Mario Trentim

    Mario Trentim

    Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI (2025-2027) e doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA. Reitor da Allevo Tech / Grupo Qeevo, é autor de 13 livros sobre gestão, estratégia e execução e Microsoft Regional Director por dez anos.

    Palestrante em mais de 30 países, atua como conselheiro independente e advisor de C-suite em organizações com agenda de transformação estratégica, adoção de IA e execução de portfólio. Possui credencial de governança pelo IoD — Institute of Directors (Reino Unido).

    Escreve sobre o gap entre estratégia formulada e benefício realizado. Assine a newsletter em trentim.substack.com.

    Mario H. Trentim é membro do Board of Directors do PMI (2025-2027) e doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA. Reitor da Allevo Tech / Grupo Qeevo, é autor de 13 livros sobre gestão, estratégia e execução e Microsoft Regional Director por dez anos.

    Palestrante em mais de 30 países, atua como conselheiro independente e advisor de C-suite em organizações com agenda de transformação estratégica, adoção de IA e execução de portfólio. Possui credencial de governança pelo IoD — Institute of Directors (Reino Unido).

    Escreve sobre o gap entre estratégia formulada e benefício realizado. Assine a newsletter em trentim.substack.com.

    Administradores PREMIUM

    Seja Premium e tenha acesso ao nosso arsenal de cursos

    LEADERSHIP
    NEGOCIACAO
    GESTAO
    CONSULTORIA
    FALANDOBEM
    FINANCASESSENCIAIS
    LEADERSHIP
    NEGOCIACAO
    GESTAO
    CONSULTORIA
    FALANDOBEM
    FINANCASESSENCIAIS
    LEADERSHIP
    NEGOCIACAO
    GESTAO
    CONSULTORIA
    FALANDOBEM
    FINANCASESSENCIAIS
    Assine o premium

    Mais artigos deCarreira e Performance

    Ver todos
    Carreira e Performance
    IA avança no recrutamento e transforma a forma como empresas contratam

    IA avança no recrutamento e transforma a forma como empresas contratam

    20 out 2026
    3 min leitura

    Por: Liliane

    20 out 2026
    3 min leitura
    Carreira e Performance
    Terminei minha última prova de HYROX sem estar esgotado. Fiquei pensando no que errei

    Terminei minha última prova de HYROX sem estar esgotado. Fiquei pensando no que errei

    20 out 2026
    11 min leitura

    Por: Mario Trentim

    20 out 2026
    11 min leitura
    Carreira e Performance
    Quem vai ensinar o Brasil de amanhã?

    Quem vai ensinar o Brasil de amanhã?

    20 out 2026
    4 min leitura

    Por: Janguiê Diniz

    20 out 2026
    4 min leitura
    • Podcast
    • Colunistas
    • Livros
    • Frases
    • Artigos Acadêmicos
    • Anuncie
    • Sobre o Portal
    • A Profissão
    • Conselhos
    • Contato
    • FAQ
    • Política De Privacidade
    • Termos De Serviço
    • Newsletter
    • Especiais

    Logo Administradores

    Portal Administradores Negócios Digitais Ltda - 08.913.843/0001-90 |

    © 2000 - 2026

    Logo do programa Café com ADM

    #516 Como transformar relacionamentos em oportunidades de negócios | Café com ADM #516

    #516 Como transformar relacionamentos em oportunidades de negócios | Café com ADM #516

    00.0000.00