Afya Paraíba completa 24 anos com mais de 1,8 mil novos médicos formados e amplia estrutura de saúde

Foto: Divulgação/Afya Paraíba
Instituição inicia novo ciclo com expansão da formação prática, uso de tecnologias e uma Clínica Acadêmica projetada para realizar até 60 mil atendimentos por ano
A Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba completa 24 anos de atuação nesta sexta-feira (18) com mais de 1,8 mil médicos formados em 33 turmas. Fundada em 2002 e credenciada pelo Ministério da Educação pela Portaria nº 2.625, a instituição iniciou o curso de Medicina em 2004 e ampliou, ao longo desse período, sua atuação em ensino, assistência, pesquisa e extensão.
Atualmente, a unidade reúne 1.362 estudantes, dos quais 559 estão no internato, entre o 9º e o 12º períodos. O corpo docente é formado por 92 professores, em sua maioria médicos mestres e doutores com experiência acadêmica e assistencial.
Formação prática alcança diferentes cidades da Paraíba
“Ao completar 24 anos de atuação na Paraíba, a Afya tem uma trajetória marcada pela evolução contínua e pelo compromisso de transformar vidas por meio da educação e da saúde. O que começou como um projeto voltado à formação médica tornou-se uma instituição de referência, reconhecida pela excelência acadêmica, pela inovação e pelo impacto social gerado junto à comunidade”, afirma Sérgio Santos, diretor geral da Afya Paraíba.

A formação combina atividades teóricas e práticas desde os primeiros períodos. Atualmente, os estudantes têm contato com serviços de saúde em cidades como João Pessoa, Cabedelo, Mamanguape, Santa Rita, Bayeux e Itabaiana.
A instituição mantém aproximadamente 130 serviços de saúde conveniados e mais de 360 preceptores. Segundo a Afya, esses cenários registram cerca de 130 mil atendimentos por ano e permitem que os alunos acompanhem diferentes realidades assistenciais.
“A integração entre teoria e prática ocorre desde os primeiros períodos do curso, por meio da vivência em cenários reais de atenção à saúde. Isso favorece o desenvolvimento do raciocínio clínico, da capacidade de tomada de decisão e do trabalho em equipe”, explica Santos.
A atuação acadêmica inclui ainda pesquisa, extensão, internacionalização e ligas acadêmicas, com atividades de educação em saúde, prevenção e promoção da qualidade de vida.
“Por meio de atendimentos, feiras de saúde, corridas de rua, projetos de extensão e outras iniciativas voltadas à promoção da saúde, ampliamos o acesso da população a serviços, informação e acolhimento. Essa vivência também contribui para a formação dos nossos estudantes, permitindo que compreendam diferentes realidades e desenvolvam uma prática médica cada vez mais humanizada, ética e socialmente responsável”, destaca.
IA, simulação e metodologias ativas entram na formação
Nos últimos anos, a instituição ampliou o uso de metodologias ativas e recursos digitais na formação médica.
Entre as abordagens utilizadas estão Problem Based Learning (PBL), Team Based Learning (TBL), Peer Instruction, estudos de caso, práticas laboratoriais, rotação por estações, gamificação, hackathons em saúde, Arco de Maguerez, sala de aula invertida, podcasts educacionais e simulação realística.
Os estudantes também utilizam plataformas e recursos como Academia de Idiomas Afya, Afya+, Athena Hub, BiAtlas, Canvas, DreamShaper, DynaMed, EBSCO, LT Instruments, Minha Biblioteca, QStione e Whitebook.
A proposta é preparar os futuros médicos para um ambiente profissional cada vez mais impactado por inteligência artificial, análise de dados, sistemas de apoio à decisão e novas modalidades de atendimento.
“A evolução da inteligência artificial e dos sistemas de apoio à decisão clínica exige profissionais capazes de utilizar essas tecnologias de forma ética, segura e eficiente, sempre preservando o olhar humanizado que é essencial à prática médica. A telemedicina também integra esse novo ambiente de formação e assistência”, afirma Sérgio Santos.
Segundo o diretor, a integração da instituição ao ecossistema Afya também ampliou iniciativas de educação continuada, pós-graduação médica, internacionalização e assistência à comunidade.
Nova clínica terá capacidade para 60 mil atendimentos por ano
Um dos principais projetos do novo ciclo é a Clínica Acadêmica Afya Paraíba, criada para ampliar a integração entre ensino e assistência.
Quando estiver em plena operação, a unidade terá capacidade estimada para realizar cerca de 60 mil atendimentos por ano e deverá oferecer serviços em mais de 24 especialidades, além de exames, pequenos procedimentos, atendimento multiprofissional, práticas integrativas e telemedicina.
Entre as especialidades previstas estão endocrinologia, psiquiatria, geriatria, cardiologia, dermatologia, otorrinolaringologia, nefrologia, ginecologia e obstetrícia, reumatologia, urologia, proctologia, gastroenterologia, neurologia, clínica médica, pneumologia, ortopedia, cirurgia geral, pediatria e infectologia.
Segundo Bárbara Wanderley, diretora acadêmica da Afya Paraíba, o espaço também será utilizado em atividades de formação prática e avaliações pelo método Objective Structured Clinical Examination (OSCE), incluindo estações destinadas a Pediatria e Clínica Médica.
“A Clínica Acadêmica representa um novo marco para a formação médica na Afya Paraíba. Mais do que ampliar nossos cenários de prática, ela cria um ambiente próprio de ensino, assistência e inovação, no qual o estudante poderá desenvolver, de forma progressiva e supervisionada, competências clínicas, técnicas e relacionais essenciais à profissão. É um projeto que aproxima ainda mais a formação médica das necessidades reais da população e reforça nosso compromisso com uma Medicina de excelência, humanizada e conectada às transformações da saúde”, afirma.
A estrutura também deverá apoiar o desenvolvimento de competências relacionadas a comunicação, acolhimento, exame clínico, raciocínio diagnóstico, tomada de decisão, ética e segurança do paciente.
Para os próximos anos, a instituição pretende ampliar a utilização de tecnologias, metodologias educacionais e oportunidades de aprendizagem prática.
“Queremos ampliar projetos que aproximem nossos alunos das demandas reais da população, contribuindo tanto para a formação de médicos mais humanizados quanto para a promoção da saúde e da qualidade de vida no estado. Nos próximos anos, queremos expandir nossa capacidade de inovação, fortalecer o uso responsável das novas tecnologias na educação e na prática médica e preparar nossos alunos para os desafios atuais e futuros da profissão”, conclui Sérgio Santos.









