Ativação de marca funciona melhor em fluxo contínuo

Érica Lobato (VP de Estratégia), Cris Pereira Heal (VP de Clientes & Mercado), Chris Bradley (CEO) e Jane Fernandes (VP de Operações)
Reestruturação da Batux acompanha transformação do mercado e aponta para modelo em que presença, experiência e conversão acontecem de forma integrada e permanente
Marcas já não conseguem sustentar relevância com campanhas pontuais. A atenção do público se fragmentou e as decisões de compra passaram a acontecer ao longo de toda a jornada, em diferentes momentos e contextos. Nesse cenário, ações isoladas perdem força e dão lugar a uma presença mais distribuída ao longo da jornada. É a partir dessa mudança que a Batux, uma das principais agências de brand experience do País, reposiciona sua atuação. A empresa passa a adotar a metodologia proprietária Experience-to-Commerce, conectando presença física, influência, conteúdo e mídia nos momentos em que a atenção se forma e a decisão acontece.
Na prática, isso significa integrar frentes que antes operavam separadamente. Para desenvolver essa metodologia, a Batux partiu do entendimento de que live marketing, brand experience, promoção, incentivo, OOH e creators deixam de funcionar como iniciativas independentes para atuar de forma coordenada entre ambientes físico e digital. Isso significa que uma ativação no ponto de venda não deve se encerrar naquele espaço. Tal ação pode se desdobrar em conteúdo, ganhar escala com creators e se conectar à mídia, prolongando seu impacto. O que antes era campanha passa, então, a operar como um fluxo contínuo de presença, experiência e conversão.
A reestruturação da Batux também envolve uma nova configuração societária, com liderança compartilhada entre as sócias Chris Bradley (CEO), Jane Fernandes (VP de Operações), Cris Pereira Heal (VP de Clientes e Mercado) e Érica Lobato (VP de Estratégia). O objetivo é dar mais consistência à execução e sustentar um modelo de comunicação perene. “A experiência deixa de ser apenas tática e passa a integrar a base da marca, presente no dia a dia do público”, afirma Chris Bradley.
Projetos desse tipo pedem processos mais sólidos e visão contínua. “Organizamos a empresa para sustentar relações de longo prazo entre marcas e pessoas, não apenas entregas pontuais”, diz Jane Fernandes. “A integração entre canais se torna parte central dessa lógica, ampliando alcance e conversão. Quando esses elementos atuam juntos, a marca deixa de apenas aparecer e passa a fazer parte da jornada do consumidor”, completa Érica Lobato.
A entrada de Cris Pereira Heal na sociedade reforça a frente estratégica, conectando branding, influência, negócio e iniciativas de sustentabilidade. “O desafio é tornar a presença relevante a ponto de influenciar comportamentos. Isso acontece quando a marca acompanha a jornada real do público e entende a cultura, especialmente no varejo, onde a decisão se concretiza”, afirma.
O modelo adotado pela Batux prevê a formação de ecossistemas colaborativos com parceiros de mídia, tecnologia, dados e influência. Nesse contexto, campanhas deixam de ocupar o centro da estratégia e passam a atuar como parte de uma engrenagem mais ampla de construção de marca.
“O reposicionamento da Batux traduz essa lógica, pela qual cada experiência precisa gerar influência, memória e recorrência. Mais do que uma mudança de execução, esse modelo exige revisão na forma como as empresas planejam sua presença no mercado, com foco em relacionamento, relevância e geração de valor”, conclui Chris Bradley.











