Foi descoberta uma substância química que pode ser capaz de gerar um medicamento para tratar doenças como Alzheimer, Doença de Huntington e Mal de Parkinson, no entanto, ainda é preciso bastante estudo para o desenvolvimento de uma droga que possa ser aplicada em pacientes. Graças a testes realizados em camundongos pela Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, a substância mostrou prevenir a morte de células cerebrais causada por doenças priônicas. De acordo com o estudo divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, os camundongos com doença de príon desenvolveram sérios problemas de memória e de movimento, morrendo em um período de doze meses. Porém, os que receberam o composto não exibiram sinal algum de neurodegeneração. A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, falou à BBC: “O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios. Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo'. A má notícia é que há efeitos colaterais negativos. Como o composto também agiu sobre o pâncreas, as cobaias desenvolveram uma leve forma de diabetes, além de perderem peso. O composto dá aos cientistas e às empresas farmacêuticas um ponto de partida, mas qualquer medicamento humano precisará atuar apenas sobre o cérebro. O professor de neurociência da Universidade de Lancaster, David Allsop, referiu-se aos resultados como “muito impressionante e encorajador”, contudo, chamou atenção para o fato de que é necessário mais pesquisas que mostrem descobertas aplicadas a doenças como Alzheimer e Parkinson. Embora a cura de Alzheimer não seja iminente, o experimento provou que é possível retardar a degeneração do tecido cerebral. Com informações do site BBC.