A apresentação de conceitos e práticas ligadas à Teoria Geral da Administração foi a tônica do IV Encontro de TGA realizado pelo Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG), no último sábado, 20/11, em Belo Horizonte. Os palestrantes destacaram as mudanças de comportamentos e a necessidades de adaptação às diferentes gerações de profissionais e a aplicabilidade de conceitos da Ciência em diversas organizações, como naquelas dos Terceiro Setor. A abertura do encontro foi feita pelo conselheiro e vice-presidente do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais, Antônio Carlos Dias Athayde. O Administrador apresentou algumas ações do Conselho que visam à valorização da profissão, como o Fórum Mineiro de Administração e o Minuto do Administrador, e salientou que “o mundo não pode prescindir da Administração”. Dos Veteranos à Geração Y “A TGA é a base da Administração. E o Administrador é o responsável pela organização do trabalho na sociedade”. A idéia, com que o Adm. Alexadre Rolim iniciou sua palestra, já deixou claro o que pensa o professor da IBS/FGV sobre o estudo da teoria: “conhecer a TGA significa saber como a sociedade está caminhando. É por ela que o Administrador se conhece – de onde venho, para onde vou. O bom Administrador, que tem boa base teórica, coloca-se melhor no mercado”. Rolim destacou desafios do Administrador em relação ao comportamento organizacional e apontou, como alguns dos principais para os profissionais de hoje, o processo de comunicação e a utilização adequada da linguagem nas relações com diferentes gerações e comportamentos. “Diferentes gerações têm comportamentos distintos. Cada um constrói sua percepção com base na sua história de vida”, explicou, citando características distintas dos chamados Veteranos (maiores de 60 anos), Baby Booners (40 a 60), Geração X (25 a 40) e a Geração Y (menores de 25 anos). “Gerenciar veteranos é uma coisa, a geração Y é outra. Esta, por exemplo, toma decisões em grupo. Como gerenciar isso?”, questionou. A TGA, segundo Rolim, ajuda, inclusive, a compreender o comportamento dos grupos. O palestrante citou o surgimento das teorias sobre motivação e liderança como importantes no sentido de auxiliar no trabalho sobre o comportamento grupal. Mas ponderou que ainda “é necessário retomar estudos sobre o comportamento das pessoas no ambiente organizacional para a retomada do desenvolvimento”. TGA na prática O Administrador Acimar de Oliveira trouxe aos participantes uma proposta complementar ao abordar sua experiência à frente da Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem e a forma como a TGA pode ser aplicada, na prática, em instituições do Terceiro Setor. Por meio de uma apresentação cronológica das principais teorias ligadas à Ciência da Administração, o palestrante reforçou a evolução e a sofisticação dos mecanismos de gestão. “Nem sempre todas as teorias são aplicáveis a todas as organizações. Elas devem ser utilizadas de acordo com as necessidades da gestão”, apontou. Para Oliveira, resultados satisfatórios passam por Recursos Humanos capacitados, gerência adequada e recursos adequados. Segundo o palestrante, um Administrador em uma instituição como a Catedral N.S. da Boa Viagem deve funcionar como um agente de mudanças. “É um serviço totalmente inovador”, destacou, ilustrando algumas ações realizadas na organização: melhoria salarial, capacitação, modernização, como, por exemplo, a informatização dos processos e um monitoramento dos contribuintes. Nesta questão, a implantação de uma máquina de cartão de crédito para cobrança de dízimos chamou atenção dos participantes. Para o Administrador, o objetivo da medida é proporcionar facilidade e segurança aos fiéis. “O Terceiro Setor está se modernizando e segmentando serviços de acordo com o cliente”, finalizou.