Se os “exclusivos e raros” usuários do Instagram já estavam incomodados com a abertura da rede social para os usuários de Android – descrito por eles mesmos como “orkutização”, vão amar a mais recente notícia. E também vão ter que inventar um novo termo pejorativo para a popularização do aplicativo móvel. O Facebook irá adquirir o Instagram. “Estou animado para compartilhar a novidade de que nós concordamos em adquirir a Instagram e sua talentosa equipe irá se unir ao Facebook”. Foi com essa oração sucinta que o CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg anunciou nesta segunda-feira (9) a aquisição do Instagram, empresa que desenvolve o aplicativo homônimo. O anúncio foi feito no seu próprio perfil no Facebook para 12,7 milhões de seguidores. O Instagram é um aplicativo para iOS e recentemente lançado para Android que permite aos usuários aplicar filtros em fotografias tiradas com dispositivos móveis – smartphones ou tablets – e compartilhá-las em uma rede social própria. A operação deve dar um fôlego ainda maior para o Facebook em seu segmento mais deficiente: o compartilhamento de imagens. Além disso, irá fortalecer a presença da rede social nas plataformas móveis. (imagem: (CC) Brian Solis/Flickr) “Por anos nós estivemos concentrados em construir a melhor experiência em compartilhamento de fotos com amigos e família. Agora nós estamos aptos a trabalhar ainda mais próximos [a esse objetivo] com a equipe do Instagram, para oferecer as melhores experiências para compartilhar belas fotografias com as pessoas baseados nos seus interesses”, declarou Zuckerberg. O executivo admitiu que as experiências de compartilhamento entre as duas redes sociais terminam por se complementar, e que irá trabalhar nos recursos já presentes no Instagram. “Precisamos nos preocupar em manter e construir sobre os pontos fortes do Instagram, e não apenas tentar integrar tudo ao Facebook”, afirmou. Apesar da aquisição, o Instagram continuará sendo desenvolvido de forma independente. “Nós pretendemos manter recursos como a habilidade de postar em outras redes sociais, de não compartilhar as fotos no Facebook se o usuário não quiser, e a autonomia para seguir ou ser seguido de forma separada dos amigos do Facebook”, explicou o CEO. Detalhes e valores sobre a operação não foram tratadas no comunicado. Zuckerberg também não deixou claro quando a operação será concluída. Porém, de acordo com o Mashable, a operação é estimada em US$ 1 bilhão a ser paga em dinheiro e ações, e deve ser concluída até o final do trimestre.