Em 2022, o setor de luxo brasileiro movimentou R$ 74 bilhões e tem expectativa de atingir R$ 130 bilhões até 2030, segundo a consultoria Brain & Company O mercado de luxo no Brasil tem se mostrado uma exceção em meio à desaceleração enfrentada por marcas globais como Chanel, Louis Vuitton, Prada e Dior. Enquanto os principais mercados, como Europa, Estados Unidos e China, registram quedas nas receitas e desvalorização das ações, o Brasil apresenta um crescimento robusto, com um aumento médio de 18% ao ano. Em 2022, o setor de luxo brasileiro movimentou R$ 74 bilhões e tem expectativa de atingir R$ 130 bilhões até 2030, segundo a consultoria Brain & Company. Esse crescimento é impulsionado por um apetite crescente por produtos exclusivos, especialmente em moda e acessórios pessoais. Redes sociais como Instagram e TikTok têm desempenhado um papel essencial ao dar visibilidade às marcas de luxo, aproximando novos consumidores e tornando o acesso a esse mercado mais atraente. Influenciadores digitais também têm contribuído para o aumento do desejo de consumo ao exibir produtos de luxo para milhões de seguidores. Contrastes com o mercado global Em contraste, o cenário global é menos otimista. Nos últimos seis meses, gigantes do luxo como LVMH, Kering e Prada viram suas ações sofrerem desvalorizações significativas. A LVMH, por exemplo, que controla marcas como Louis Vuitton e Fendi, registrou uma queda de 20% nas ações, enquanto a Kering, dona de Gucci e Balenciaga, teve uma desvalorização de 30%. A Prada, embora tenha enfrentado uma queda mais moderada, também sofreu com uma redução de 6%. A desaceleração econômica na China, que responde por cerca de 25% do consumo global de luxo, tem sido um dos principais fatores que afetam essas marcas. As vendas da LVMH na Ásia caíram 14% no primeiro semestre de 2024, agravando a crise enfrentada pelas marcas no mercado global.