Nova regulamentação da Anvisa impulsiona setor que projeta R$ 1 bilhão em 2026

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Atualização das normas sobre cannabis medicinal amplia vias de administração e regulamenta cultivo nacional, beneficiando mais de 873 mil pacientes no Brasil
A publicação das novas resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marca um novo capítulo para o mercado brasileiro de cannabis medicinal. As atualizações estruturam desde a manipulação de produtos até o cultivo para fins de pesquisa e produção por pessoas jurídicas, consolidando o setor sob bases jurídicas mais claras e ampliando seu potencial econômico.
Com o novo cenário regulatório, a expectativa é que o mercado movimente cerca de R$ 1 bilhão em 2026.
Crescimento da base de pacientes
O avanço regulatório acompanha o crescimento expressivo da base de usuários. Segundo o mais recente Anuário da Cannabis Medicinal, da Kaya Mind, o número de pacientes já ultrapassa 873 mil pessoas, alcançando 59% dos municípios brasileiros.
Os dados refletem a expansão do acesso e a maior aceitação da terapia como alternativa no tratamento de condições crônicas.
Avanços operacionais e ampliação de acesso
Entre as mudanças imediatas trazidas pela Anvisa está a permissão para a manipulação do canabidiol (CBD) em farmácias magistrais, além da inclusão de cirurgiões-dentistas no rol de prescritores habilitados.
As novas regras também ampliam as vias de administração permitidas, incluindo formas bucal, sublingual e dermatológica. A atualização abre espaço para o desenvolvimento de novos formatos, como cápsulas e gummies, atendendo à demanda por tratamentos mais personalizados e menos invasivos.
Para Allan Paiotti, CEO e cofundador da Cannect, ecossistema de saúde voltado ao cuidado integral de pacientes com doenças crônicas, as mudanças representam um avanço estratégico.
“Essa atualização da Anvisa é um passo fundamental para a consolidação da cannabis medicinal no Brasil. A ampliação das vias de administração, a possibilidade de manipulação do CBD e a inclusão de novos prescritores trazem mais autonomia clínica e colocam o paciente no centro do cuidado”, afirma.
Cultivo nacional e impacto econômico
Um dos pontos de maior relevância econômica é a nova diretriz que regulamenta o cultivo nacional por empresas, em atendimento à determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A medida tende a reduzir a dependência de insumos importados, diminuir o custo final ao consumidor e fomentar a pesquisa científica no país. O cultivo nacional também fortalece a cadeia produtiva e pode estimular investimentos em inovação e desenvolvimento.
“O mais importante é que a agência sinaliza diálogo e construção regulatória. O setor precisa de regras claras, mas também de transição responsável, para que os pacientes não sejam impactados negativamente”, destaca Paiotti.
Segurança jurídica e estímulo à pesquisa
O novo marco regulatório também estabelece critérios mais rigorosos de rastreabilidade e monitoramento, trazendo maior segurança jurídica para associações de pacientes e empresas do setor.
Além disso, cria condições mais favoráveis para o avanço de pesquisas acadêmicas com cannabis no Brasil, ampliando o campo científico e as possibilidades terapêuticas.
Com regras mais claras, base de pacientes em expansão e perspectiva de redução de custos, o mercado de cannabis medicinal entra em uma fase de consolidação que combina amadurecimento institucional, crescimento econômico e maior acesso para a população.
Sobre a Cannect
A Cannect é um ecossistema de saúde voltado ao cuidado integral de pacientes com doenças crônicas, que combina tecnologia e ciência para oferecer acesso a tratamentos personalizados. Reconhecida pela expertise em cannabis medicinal, a empresa também integra terapias complementares como suplementos e fitoterápicos em suas linhas de cuidado. Criada em 2021, a healthtech conecta pacientes a uma rede multidisciplinar de profissionais da saúde, promovendo acompanhamento contínuo e individualizado. A empresa já atendeu mais de 100 mil pacientes com condições crônicas, como dor, ansiedade, insônia e autismo, e capacitou mais de 12 mil médicos em práticas clínicas relacionadas ao uso da cannabis medicinal por meio de sua plataforma Dr. Cannabis.











