Os pais da garota Maria Luiza, de 4 anos, estão buscando na internet o apoio para divulgar a campanha 'Vem cuidar de mim', criada com o objetivo de incluir na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – o direito do afastamento do empregado em caso de doença grave de filhos ou de dependentes na família. Maria Luiza é filha do casal Leila e João Eduardo Melo, moradores de João Pessoa/PB. Ao descobrir que a criança tem câncer na pelve, os pais reivindicaram a modificação da CLT, utilizando, entre outros fins, um abaixo-assinado que reúne, até o fechamento desta reportagem, cerca de mil assinaturas, e tem por objetivo ser levado até o Congresso Nacional. A lei brasileira não dá, até o momento, o direito de afastamento do trabalho por pais (ou responsáveis) de pacientes com doenças graves, como o câncer. A boa notícia é que está em tramitação no Congresso Nacional o projeto de lei nº 3011/2012, criado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), que visa modificar a Consolidação das Leis do Trabalho, a fim de permitir que funcionários possam se ausentar do trabalho em caso de doença grave de filho ou dependente. Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelos pais de Maria Luíza: “Carta Aberta Após o susto, a emoção, o sofrimento, a dor, o reforço da espiritualidade, a descoberta do amor do próximo, a unidade familiar, e o desespero natural de pais após a descoberta de um tumor maligno de pelve de 15 cm, câncer infantil, na nossa filha amada, indefesa e pequenina Maria Luiza de apenas 4 aninhos, momento este que nos tirou qualquer possibilidade de planejar sequer o dia subsequente, vivemos cada dia, cada momento, um futuro de incertezas, mas com muita fé e força em Cristo Jesus, deparamo-nos com a realidade da falta de proteção social e legal por parte daqueles a quem exaustivamente pagamos impostos sobre os salários, consumo e ainda agora a cada compra de fraldas descartáveis, lenços umedecidos, remédios, suplementos alimentares, leite, ou seja, tudo aquilo necessário a nossa mamá, e o INSS, a quem minha esposa Leila contribui há 18 anos, nos vira as costas para oferecer a proteção financeira necessária aos cuidados e a presença da mãe ao seu lado pelo grau de dependência da criança para desempenhar as atividades de vida diária e aos demais aspectos da vida do cuidador que são afetados pela atividade de cuidar. Sequer nos foi permitido agendar horário no INSS para entrar com o requerimento, visto 'não haver acobertamento legal para tal fim'. Ou seja, os prejuízos na vida profissional com a eminência da perda do emprego e o fato de não poder mais ajudar na renda familiar, no momento em que os gastos da família aumentam muito, não interessaram ao governo e aos nossos legisladores federais, pelo menos até agora. Faço minha esta bandeira de luta e clamo aos nossos Senadores e Deputados Federais para que possam abraçar esta causa permitindo em lei a licença para acompanhamento de saúde da criança com câncer e o auxilio da previdência aos pais, mães e cuidadores destas crianças, possam num futuro próximo ajudar a TANTAS famílias espalhadas por todo o Brasil que sofrem este drama do câncer infantil e precisam dedicar amor, carinho e presença a estes anjinhos que sequer sabem o que estão passando, sofrem em silencio e na inocência dos seus sentimentos muitas vezes fortalecem a nossa luta. Lançamos na internet um abaixo-assinado a favor da inclusão na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, de dispositivo legal para permitir o afastamento do empregado em caso de doença grave de filho ou dependente. Para assinar, clique aqui. Contamos com o seu apoio para fazer chegar ao Congresso Federal esta bandeira de luta, que resgate a responsabilidade social do Governo com a Criança com Câncer e outras doenças graves que merece e tem esse direito. Deus abençoe a todos. João Eduardo Melo e Leila”