Você sabia que, segundo estimativas, cerca de 39% dos funcionários de uma empresa que tem acesso a Internet, passam mais de cinqüenta minutos em média por dia, visitando sites que não possuem qualquer relação com as funções dentro do ambiente de trabalho? Estes dados foram revelados a partir de uma pesquisa produzida pelo instituto norte americano Websense, com foco especificamente nos hábitos dos funcionários das empresas latino-americanas. Milhões de pessoas ao redor do mundo não conseguem, por exemplo, ficar ao menos um dia sem acessar redes sociais, sejam crianças ou adultos. Muitos têm a necessidade de entrar no Orkut ou Facebook até mesmo nas férias e viagens com a família. Outro fato inquietante tem origem na larga disseminação do conhecimento tecnológico, seja por meio das faculdades, pólos e até revistas em banca, que ensinam pessoas a se tornarem “hackers” e coloca o Brasil como um dos lideres entre os paises que mais produzem ameaças virtuais a partir da Internet. Infelizmente, ainda não há, por parte das autoridades, uma legislação rigorosa para punir o criminoso virtual. Qualquer um pode fazer downloads livres de programas para invadir redes e computadores, de forma totalmente liberada. Nos últimos anos presenciamos o surgimento de equipamentos como os smartphones e netbooks que garantem grande mobilidade. A relação “Celular e Internet” já é uma realidade permitindo ao usuário se locomover de um lugar ao outro acessando sites diversos, conta bancária, etc. Com isto, é natural que haja um crescimento da criminalidade virtual. O que dizer então dos games on-line? Quando a pessoa utiliza um jogo na rede, está ligada a um servidor através de uma porta e fica totalmente vulnerável a programas espiões e a invasores. Se o servidor do jogo tiver um administrador mal-intencionado, ele poderá injetar um vírus ou um trojan em todos os jogadores conectados naquele momento. Tudo dependerá da índole de quem está por trás do servidor. Atualmente há muitas soluções de segurança interessantes, como antivírus e firewall, mas o problema é que são muito pesados. E justamente por esse motivo, o usuário as compra e não habilita todas as ferramentas do pacote. É praticamente impossível manter um sistema completamente seguro sem sacrificar a velocidade, até mesmo porque a maioria dos usuários domésticos não possui um equipamento de grande qualidade. Outro agravante é o fato do Brasil estar muito defasado ao que se refere à taxa de transferência de outros países como o Japão, onde em uma residência um computador trabalha em 100 mbps, enquanto as empresas nacionais em média utilizam apenas 2 mega. Seria injusto afirmar que o Governo está de braços cruzados. Hoje já existem algumas leis para Internet, porém, a burocracia além de vagarosa é enorme. Essa questão contrasta com a era da Internet, onde tudo acontece na velocidade de um clique. Então, é necessário que estas liberações ocorram de forma muito mais rápida, acompanhando a era digital. Orácio Kuradomi – fundador da empresa Micro Frequency e consultor de segurança virtual da Rede Globo, Rede Record e Rádio Jovem Pan. A Micro Frequency é responsável pela criação do sistema ÚnicoNet – uma ferramenta de administração de redes que comercializada para empresas do Brasil inteiro, com o intuito de regular o uso indevido da Internet no ambiente de trabalho.