Uma invenção que varia entre cruel, nojenta, de utilidade duvidosa e, de certa forma, divertida. Um projeto desenvolvido pelos engenheiros e cientistas Greg Cage e Tim Marzullo é capaz de gerar todas essas reações: eles criaram um sistema capaz de controlar a mente de baratas, o RoboRoach. O projeto está sendo financiado via Kickstarter. O kit, que consiste em uma pequena “mochila” com eletrodos para implantar na cabeça do inseto e em um app para controlá-lo, será disponibilizado comercialmente, ao preço aproximado de US$ 99. Ah, claro: também é necessário ter a coragem para capturar o inseto e implantar o aparelho em sua cabeça. O dispositivo funciona da seguinte forma: quando instalado, o sistema emite impulsos elétricos através de uma conexão Bluetooth com um smartphone até o cérebro da barata, estimulando sua antena, órgão extremamente sensível. A barata percebe cada estímulo como um obstáculo, e tenta desviar. Veja o vídeo abaixo. A mesma técnica é utilizada em implantes em uma região do ouvido humano para emitir estímulos cerebrais destinados ao tratamento de doenças neurológicas. O projeto, no entanto, tem uma função educativa: fazer com que as crianças se interessem pelo funcionamento da mente e se tornem futuros pesquisadores na área de neurociência. “O motivo pelo qual iniciei o projeto é que me senti incomodado por ter encontrado tão tarde uma carreira na neurociência. Uma em cada cinco pessoas sofrem de doenças neurológicas incuráveis – estamos numa espécie de Idade das Trevas. Queremos que as crianças compreendam que isso pode ser uma carreira, e você também pode fazer muitas coisas incríveis”, afirma Greg Gage em entrevista à Fast Company. Segundo os criadores, o procedimento não provoca nenhum dano físico ou dor às baratas. A prova disso, segundo Gage, é que o estímulo simplesmente para de funcionar após algum tempo, assim que o inseto aprende a ignorá-lo. “Se houvesse dor, elas não poderiam se habituar”, garante.