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Por que a experiência do cliente virou o principal motor do varejo

Bernardo Góis
Bernardo Góis
18 mai 2026 às 7:08
Última atualização: 18 mai 2026
3 min leitura
18 mai 2026 às 7:08
3 min leitura
Última atualização: 18 mai 2026
Por que a experiência do cliente virou o principal motor do varejo

Créditos: Unsplash

Em um ambiente onde opções são abundantes, a decisão de compra passa cada vez menos pelo produto isolado e mais pela experiência construída em torno dele

O varejo brasileiro atravessa uma transformação silenciosa, mas profunda. Em um mercado onde preço e produto deixaram de ser suficientes para garantir fidelidade, a experiência do cliente passou a ocupar um papel central nas estratégias de crescimento das empresas.

Os números ajudam a dimensionar essa mudança. Segundo levantamento do IPC Maps, o varejo nacional movimentou R$ 532 bilhões em 2025 impulsionado diretamente por estratégias ligadas à experiência de compra. O dado reforça a consolidação do Customer Experience (CX) como um dos principais motores de conversão e retenção no setor.

Personalização se torna diferencial competitivo

Em um país marcado por diversidade cultural e comportamento de consumo altamente fragmentado, a personalização deixou de ser apenas uma vantagem e passou a representar eficiência operacional. Marcas capazes de entender contextos regionais, antecipar necessidades e reduzir fricções na jornada tendem a construir relações mais duradouras com os consumidores.

Esse movimento também altera a lógica tradicional do atendimento. O CX deixa de ser visto como suporte pós-venda e passa a integrar toda a estratégia comercial, influenciando diretamente receita e fidelização.

Para Bruno Stuchi, CEO da Coaktion, muitas empresas ainda tratam a experiência do cliente de forma reativa. “O varejo brasileiro ainda trata CX como pós-venda — e essa é exatamente a razão pela qual tantas marcas crescem em faturamento e encolhem em base de clientes fiéis. Quando o atendimento só aparece depois que algo deu errado, ele deixou de ser estratégia para ser apagador de incêndio. O que separa as marcas que dominam o varejo nos próximos cinco anos não é o produto nem o preço, é quem consegue antecipar a necessidade antes do cliente perceber que tem uma”, afirma.

Dados passam a definir a nova disputa do varejo

A evolução do setor está cada vez mais ligada à capacidade de interpretar comportamento em tempo real. Em vez de apenas reagir às demandas, empresas buscam prever padrões de consumo, identificar riscos de evasão e criar jornadas mais fluidas.

Nesse cenário, tecnologia e inteligência artificial assumem papel estratégico. A integração entre análise de dados, automação e atendimento personalizado permite que operações se tornem mais eficientes sem abrir mão da humanização da experiência.

Segundo Stuchi, a próxima disputa do varejo acontecerá justamente nesse campo. “A próxima batalha do varejo não vai ser travada no preço nem no produto, mas nos dados de comportamento que as marcas já têm e não sabem usar. Em dois anos, as empresas que não tiverem uma camada de CX preditivo integrada à operação vão sentir o churn antes de entender a causa. E aí será tarde. O mercado não espera o diagnóstico”.

CX deixa de ser custo e vira receita

A mudança de percepção sobre Customer Experience é um dos pontos centrais dessa transformação. O que antes era tratado como área operacional passa a ser visto como um ativo estratégico capaz de impulsionar crescimento e aumentar retenção.

Empresas que conseguem integrar tecnologia, dados e relacionamento tendem a reduzir atritos na jornada de compra e ampliar o valor percebido pelo consumidor. Isso impacta diretamente conversão, recorrência e reputação de marca.

A Coaktion, ecossistema global especializado em Customer Experience e transformação digital, aposta justamente nessa convergência entre tecnologia e conexão humana para apoiar empresas na construção de operações mais eficientes e orientadas por experiência.

No fim, a transformação do varejo revela uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. Em um ambiente onde opções são abundantes, a decisão de compra passa cada vez menos pelo produto isolado e mais pela experiência construída em torno dele.

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