Um relatório de um painel de especialistas da ONU datado no início de março deste ano afirma que o Porto Mariel, de Cuba, integra uma rota internacional que tem como fim levar suprimentos bélicos para a Coreia do Norte. O documento faz parte de uma investigação realizada pelo organismo depois que um navio que ia de Cuba à Coreia do Norte supostamente com açúcar foi apreendido no Panamá com armas e componentes bélicos em junho de 2013. O documento afirma que o painel de especialistas confirmou que a rota do navio incluía, além do Porto Mariel, o Puerto Padre, também em Cuba, e o Porto de Vostochny, na Rússia, onde foi reabastecido. O relatório afirma que no navio foram encontrados componentes de mísseis, peças para radares e aparelhos para veículos de comando. Segundo o documento, esse tipo de transação é vetado pela resolução 1874 da ONU. O Porto Mariel foi inaugurado em janeiro deste ano, com a presença da presidente Dilma Roussef. O porto foi financiado pelo BNDES e é o terceiro maior da América Latina. Para o governo brasileiro, o investimento foi uma aposta no comércio com a América Central e em uma rota 'interoceânica' entre o Atlântico e o Pacífico.