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5 exemplos de neuromarketing usados em 2024

Felipe Piñon
Felipe Piñon
10 out 2024 às 10:20
Última atualização: 11 out 2024
5 min leitura
10 out 2024 às 10:20
5 min leitura
Última atualização: 11 out 2024
5 exemplos de neuromarketing usados em 2024

Créditos: Freepik

Em 2024 podemos dizer que o neuromarketing atingiu o seu ápice e veremos algumas das estratégias inovadoras utilizadas até o momento

Quando a neurociência se une ao marketing, o resultado é chamado de neuromarketing, uma área relativamente recente que procura entender o que pode influenciar o consumidor ao decidir adquirir um produto e adaptar a experiência que o fará tomar uma decisão. Atualmente estes estudos e métodos têm guiado os profissionais de marketing que procuram definir suas estratégias baseados no funcionamento do cérebro humano. Em 2024 podemos dizer que o neuromarketing atingiu o seu ápice e veremos algumas das estratégias inovadoras utilizadas até o momento.

Emoções em destaque

Partindo do entendimento do cérebro humano, dividido em 3 partes principais: neocórtex (cérebro pensante ou racional), cérebro límbico (sensitivo e emotivo) e reptiliano (instintivo),  aqui temos um conjunto de funções e emoções e a partir delas que a análise é feita. Em alguns estabelecimentos comerciais as câmeras de vídeo, conectadas com a Inteligência Artificial fazem análise de reações, expressões e emoções dos clientes, baseadas no posicionamento dos produtos, trilha sonora, e até estímulo olfativo. Isso também é realizado no marketing através de testes com propagandas. Assim, é possível fazer uma análise dos estímulos que acionam cada parte do nosso cérebro, entendendo se o lado instintivo foi estimulado ou não e traçando as estratégias necessárias para obter o resultado desejado que pode influenciar na tomada de decisão do consumidor. 

Alguns destes testes programados em vídeo podem incluir até o uso de EEGs (eletroencefalogramas), assim podendo captar o nível de atenção, a memória e o possível engajamento dos consumidores enquanto são expostos a uma marca ou assistem a um vídeo.

Carga cognitiva

A carga cognitiva é um conceito utilizado no neuromarketing em relação ao poder de compra e está diretamente ligada à quantidade de informações que as pessoas processam. Para entender melhor: quanto mais informações na memória de curto prazo, maior a carga cognitiva. E quando essa carga aumenta, menor a capacidade para tomar uma decisão por parte dos consumidores. 

Com isso, o ideal é criar uma experiência de usuário cada vez mais simples para reduzir as cargas cognitivas e aumentar o engajamento. E neste caso os slots são um ótimo exemplo, já que um jogo extremamente simples, como as versões mais clássicas, ainda são um sucesso até hoje, criando cargas cognitivas muito baixas devido à sua jogabilidade simples e os jogadores podem se divertir sem a necessidade de se investir muita energia mental. E de olho nessa tendência alguns cassinos buscam uma interface mais simples e convidativa para os jogadores, e sites especializados como o AskGamblers trazem uma lista detalhada dos melhores cassinos onlines, com os melhores jogos disponíveis e a melhor experiência para o usuário.

Comportamento e retenção

Com o uso da Inteligência Artificial também é possível analisar o comportamento do cliente em um site específico, dividindo-os em grupos e traçando estratégias específicas a cada bloco através do CRM (Customer Relationship Management). Com isso, uma campanha pode ser direcionada de maneira diferente aos grupos, conforme seus hábitos e relação com o produto, buscando reter esse consumidor. Isso acontece, por exemplo, em um site de compras, em um cassino online, entre outros. A ideia é usar gatilhos mentais que possam criar uma sensação de urgência em obter aquele produto ou de exclusividade. 

Personalização

Sabe quando você fala sobre um assunto e alguns minutos depois é bombardeado por anúncios sobre isso no seu celular? Pois é, essa personalização também acontece devido ao mapeamento das preferências cognitivas e emocionais do usuário, incluindo mecanismos de busca, hábitos, acessos a determinados conteúdos, entre outros. Isso também pode influenciar a escolha do usuário ao sugerir filmes de um mesmo estilo em um catálogo de serviço de streaming, por exemplo (“Porque você assistiu ao filme X”), ou até jogos de um mesmo tema em um cassino online. 

Virtual ou realidade?

A realidade aumentada e a realidade virtual têm sido usadas para compor um ambiente virtual capaz de conduzir testes, criando cenários para simular compras, testando a reação e o comportamento em tempo real. Por exemplo, um consumidor acessa virtualmente uma loja de shopping e é observado, através do rastreamento ocular (“eye-tracking”), quais os estímulos visuais mais chamaram sua atenção, por exemplo. Uma análise mais profunda leva a entender o que o impulsiona a escolher um determinado produto. Aqui podem ocorrer testes até com o aroma, por exemplo, de café em uma cafeteria ou loja do ramo, ou com a disposição das luzes e cores, que podem influenciar nas emoções humanas. 

O neuromarketing chegou para entender o consumidor como único e adaptar-se às rápidas mudanças de tendências que a sociedade tem enfrentado. As tecnologias descritas acima mostram que as marcas querem revolucionar o relacionamento com o consumidor através de uma combinação entre ciência e marketing que visa não só o aumento de vendas, fidelização, mas foca principalmente em uma experiência de compra que faça mais sentido ao consumidor pois se adapta melhor às suas necessidades, adicionando valor aos produtos, serviços e marcas. Para isso, é preciso compreender melhor os consumidores para que o atinjam em uma campanha, com o objetivo de compreenderem a relevância daquele produto e a necessidade em adquiri-lo. 

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