A pergunta que você deveria fazer antes de contratar alguém melhor do que você

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Líderes dizem querer profissionais excelentes. O teste começa quando alguém da equipe passa a saber mais, receber mais elogios ou apresentar ideias melhores do que as suas.
A entrevista terminou e praticamente não existem dúvidas.
O candidato domina a área.
Tem experiências que o gestor não possui, conhece melhor algumas tendências do mercado e provavelmente conseguiria elevar o nível técnico da equipe.
Parece a contratação perfeita.
Até surgir uma preocupação silenciosa:
“E se essa pessoa começar a se destacar mais do que eu?”
Poucos gestores admitiriam pensar dessa forma. Mas liderar profissionais muito competentes exige algo que vai além de saber selecionar talentos. Exige segurança suficiente para não transformar o crescimento deles em uma ameaça pessoal.
Em A coragem para liderar, Brené Brown explora como coragem, vulnerabilidade e confiança interferem na maneira como pessoas exercem liderança. Essas ideias ajudam a observar um paradoxo comum nas empresas: gestores podem dizer que querem os melhores profissionais e, ao mesmo tempo, criar barreiras quando esses profissionais começam realmente a aparecer.
Contratar alguém excelente é fácil. Dar espaço pode ser mais difícil
A insegurança raramente aparece como uma declaração explícita.
Ela pode surgir em pequenas decisões.
O gestor participa de reuniões que o especialista poderia conduzir sozinho.
Revisa excessivamente entregas de alguém que já demonstrou competência.
Apresenta uma boa ideia da equipe sem deixar muito claro quem a desenvolveu.
Ou continua centralizando decisões técnicas mesmo quando já existe alguém mais preparado para tomá-las.
Individualmente, esses comportamentos parecem pequenos.
Juntos, enviam uma mensagem: você pode crescer, desde que não cresça demais.
O melhor profissional da equipe não precisa ser o chefe
Essa mudança de perspectiva pode ser difícil porque muitos líderes construíram suas carreiras justamente sendo os melhores executores.
Mas o trabalho muda quando chegam à gestão.
O resultado deixa de depender apenas daquilo que conseguem fazer pessoalmente e passa a incluir a capacidade de criar condições para que outras pessoas façam coisas que eles próprios talvez não conseguiriam fazer.
Para quem quiser aprofundar essa dimensão humana da liderança, o novo Administradores Premium apresenta um playbook em áudio que explora reflexões importantes de A coragem para liderar e aproxima as ideias de Brené Brown de situações concretas envolvendo confiança, vulnerabilidade e desenvolvimento de equipes.
Existe um teste simples para a segurança de um líder
Imagine que, daqui a dois anos, alguém da sua equipe seja reconhecido como uma referência maior do que você na área em que atua.
Isso seria motivo de orgulho ou desconforto?
A resposta pode revelar muito sobre o ambiente que esse profissional encontrará enquanto tenta crescer.
O playbook relacionado a A coragem para liderar também faz parte da Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos que exploram grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias. Ele pode servir como primeiro contato com algumas das discussões propostas por Brown e estimular o aprofundamento delas por meio da leitura da obra original.
Talvez uma das maiores demonstrações de competência de um líder aconteça quando sua equipe começa a produzir algo curioso:
pessoas que já não precisam que ele seja a pessoa mais competente da sala.









