Você pode estar dizendo “sim” para um projeto que sua empresa já sabe que não consegue entregar

Reprodução/Pexels
O entusiasmo diante de uma oportunidade pode fazer equipes assumirem compromissos antes de avaliar capacidade, riscos e prioridades. Em Essencialismo, Greg McKeown ajuda a entender por que escolher também significa renunciar
Um cliente importante pede uma entrega adicional.
A oportunidade pode aumentar o contrato, fortalecer o relacionamento e gerar novos negócios.
A resposta surge quase automaticamente:
“Dá para fazer.”
Depois começa a verdadeira discussão.
Quem vai assumir? Qual projeto será atrasado? A equipe consegue absorver a demanda? Será necessário trabalhar além do previsto?
O “sim” foi dado antes de essas perguntas aparecerem.
É nesse ponto que uma boa oportunidade pode começar a produzir um problema. E essa tensão entre possibilidades e escolhas ocupa um espaço importante em Essencialismo, de Greg McKeown, livro que propõe concentrar tempo e energia naquilo que realmente merece prioridade.
O problema não é aceitar projetos demais. É não decidir o que sai
Toda nova demanda consome alguma coisa.
Tempo, orçamento, atenção ou capacidade da equipe.
Por isso, uma empresa que adiciona continuamente projetos sem retirar prioridades anteriores não está criando mais capacidade. Está apenas dividindo a capacidade existente em partes menores.
Uma pergunta pode tornar essa troca mais visível:
“Se aceitarmos isso, o que deixaremos de fazer?”
Se ninguém consegue responder, talvez o custo real do projeto ainda não tenha sido calculado.
O “sim” comercial pode virar um problema operacional
Existe ainda um conflito comum entre conquistar uma oportunidade e conseguir entregá-la.
Quem negocia enxerga receita.
Quem executa enxerga horas, pessoas e prazos.
As duas perspectivas são legítimas. O risco aparece quando apenas a primeira participa da decisão.
Um contrato excelente pode deixar de ser tão interessante se exigir tantas exceções que comprometa outros clientes ou sobrecarregue permanentemente a equipe.
Para quem quiser explorar melhor essa relação entre escolhas, prioridades e foco, o novo Administradores Premium apresenta um playbook em áudio que revisita lições importantes de Essencialismo e discute como os princípios apresentados por Greg McKeown podem ser levados para decisões práticas do cotidiano profissional.
Uma boa oportunidade também pode receber um “não”
Esse talvez seja o ponto mais difícil.
Empresas não precisam recusar apenas projetos ruins.
Às vezes, precisam recusar uma oportunidade genuinamente boa porque aceitar significaria prejudicar algo ainda mais importante.
O Playbook relacionado a Essencialismo também está na Biblioteca do Administradores Premium, ao lado de conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
A experiência permite entrar em contato com algumas das reflexões de McKeown e pode estimular a leitura da obra original para aprofundar diretamente as ideias desenvolvidas pelo autor.
Talvez a capacidade de uma empresa não seja revelada apenas pela quantidade de oportunidades que consegue aproveitar.
Também aparece naquelas que ela consegue recusar antes que um bom negócio se transforme em uma promessa que não deveria ter feito.









