Você pode estar tentando motivar sua equipe quando o problema é outro

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Em Sinceridade Radical, Kim Scott ajuda a enxergar um erro comum na liderança: tratar queda de desempenho como falta de motivação antes de descobrir o que realmente está acontecendo.
Um funcionário que sempre entregou bons resultados começa a produzir menos.
O gestor percebe e tenta reagir.
Faz um discurso sobre comprometimento. Relembra as metas. Cobra mais energia. Talvez ofereça um incentivo.
Nada muda.
A explicação parecia evidente: faltava motivação. Só que desempenho pode cair por razões muito diferentes. O profissional pode não entender o que se espera dele, discordar de uma decisão, estar enfrentando um obstáculo operacional ou simplesmente não receber um feedback claro há meses.
Antes de tentar motivar alguém, portanto, talvez o líder precise fazer algo bem menos confortável: ter uma conversa verdadeira.
Esse tipo de situação conversa diretamente com Sinceridade Radical, de Kim Scott, que discute como líderes podem demonstrar consideração pelas pessoas sem deixar de confrontar problemas com clareza.
Nem todo problema de desempenho precisa de um discurso
Existe uma tendência de procurar soluções amplas para problemas específicos.
“Precisamos engajar mais a equipe.”
“Temos que recuperar o espírito de dono.”
“Está faltando comprometimento.”
Essas explicações parecem úteis, mas podem esconder perguntas muito mais concretas.
O profissional sabe exatamente qual resultado precisa entregar?
Recebeu algum feedback sobre aquilo que não está funcionando?
Existe algo impedindo seu trabalho?
Ele entende por que determinada tarefa importa?
Às vezes, uma conversa de 15 minutos revela um problema que nenhum programa de motivação resolveria.
Feedback tardio cria problemas maiores
Imagine descobrir na avaliação semestral que seu gestor estava insatisfeito com algo que você fazia desde fevereiro.
Durante seis meses, ele percebeu o problema.
Você não.
A tentativa de evitar uma conversa desconfortável produziu uma situação ainda mais desconfortável.
É justamente nesse equilíbrio entre consideração pessoal e franqueza que está uma das discussões mais interessantes de Kim Scott.
Para quem quiser explorar melhor essa relação entre feedback, confiança e desempenho, o novo Administradores Premium apresenta um playbook em áudio que parte das principais reflexões de Sinceridade Radical e as conecta a situações práticas de liderança, comunicação e gestão de equipes.
Um bom líder não precisa adivinhar o que está acontecendo
Perguntar pode ser mais eficiente.
“Percebi que seus últimos projetos tiveram estes problemas. O que está acontecendo?”
A pergunta não elimina a responsabilidade pelo resultado. Ela permite descobrir a causa antes de escolher a resposta.
Depois disso, talvez seja necessário cobrar, orientar, redefinir expectativas ou oferecer suporte.
O playbook que explora as ideias de Sinceridade Radical também pode ser encontrado na Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos relacionados a grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
A proposta é abrir novas perspectivas sobre essas ideias e incentivar quem se interessar pela discussão a aprofundá-la diretamente na leitura da obra de Kim Scott.
Porque, quando um bom profissional começa a render menos, perguntar “como posso motivá-lo?” talvez seja começar pela pergunta errada.
Antes dela existe outra muito mais importante:
“Eu realmente sei por que isso está acontecendo?”









