3 perguntas que podem impedir uma conversa difícil de virar um conflito

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Em Sinceridade Radical, Kim Scott mostra que franqueza e consideração não precisam ocupar lados opostos. Algumas perguntas ajudam líderes a enfrentar problemas sem transformar feedback em confronto
Um funcionário entrega um trabalho abaixo do esperado pela terceira vez.
O gestor entra na conversa já preparado para explicar tudo o que está errado. O profissional se defende. A resposta irrita o chefe. Minutos depois, os dois estão discutindo intenções em vez de solucionar o problema.
Conversas difíceis podem se deteriorar rapidamente quando cada pessoa entra tentando defender sua própria versão.
Em Sinceridade Radical, Kim Scott discute justamente o desafio de combinar consideração pessoal com a capacidade de confrontar diretamente problemas, uma ideia especialmente relevante para líderes que precisam oferecer feedback sem transformar sinceridade em agressividade.
1. “Tem alguma coisa que eu não estou enxergando?”
Antes de concluir que alguém foi negligente, desorganizado ou pouco comprometido, vale descobrir se existe alguma informação faltando.
Talvez o prazo tenha sido alterado sem o gestor saber. Talvez outra demanda tenha recebido prioridade. Talvez exista um obstáculo que o funcionário tentou resolver sozinho.
A resposta pode não justificar o problema.
Mas muda a qualidade da conversa porque permite discutir fatos antes de julgar comportamentos.
2. “O que você faria diferente se pudesse repetir?”
Essa pergunta desloca a conversa do passado para o aprendizado.
Se a própria pessoa consegue identificar onde errou, talvez não seja necessário passar dez minutos explicando aquilo que ela já entendeu.
Também existe uma diferença entre alguém que reconhece o problema e apresenta uma alternativa e alguém que não consegue enxergar nenhuma responsabilidade no resultado.
Para quem se interessa por esse tipo de conversa, o novo Administradores Premium traz um playbook em áudio que explora conceitos importantes apresentados por Sinceridade Radical e os conecta a situações práticas de feedback, liderança e relações profissionais.
3. “O que precisamos combinar para isso não acontecer novamente?”
Uma boa conversa de feedback deveria produzir alguma mudança.
Pode ser um novo prazo, uma responsabilidade mais clara, um acompanhamento diferente ou simplesmente um comportamento que precisa ser corrigido.
Sem essa definição, gestor e funcionário podem sair da conversa com interpretações completamente diferentes sobre aquilo que acontecerá depois.
Ser direto não exige transformar toda conversa em confronto
Perguntas não substituem posicionamentos claros.
Se um trabalho está abaixo do esperado, o gestor precisa conseguir dizer isso. Se determinado comportamento precisa mudar, também.
A diferença está em não confundir clareza com agressividade.
O playbook que parte das ideias de Sinceridade Radical integra a Biblioteca do Administradores Premium, que reúne conteúdos inspirados em grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias para ampliar discussões e aproximá-las de situações reais.
A experiência pode despertar novas perguntas e servir como estímulo para seguir até a obra de Kim Scott e aprofundar diretamente no livro as ideias desenvolvidas pela autora.
No fim, uma conversa difícil não precisa terminar com alguém vencendo.
O melhor resultado pode ser os dois lados saírem sabendo exatamente o que precisa mudar.









