Os líderes que mais inspiram confiança não têm medo de admitir estas 3 coisas

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Em A coragem para liderar, Brené Brown desafia a ideia de que autoridade depende de demonstrar controle o tempo inteiro e mostra por que vulnerabilidade e coragem podem caminhar juntas
Existe uma imagem tradicional de liderança que ainda sobrevive em muitas empresas.
O chefe precisa saber o que fazer, transmitir segurança e evitar qualquer comportamento que possa ser interpretado como fraqueza.
Só que uma equipe dificilmente acredita que seu líder realmente tenha todas as respostas.
Quando alguém tenta sustentar essa imagem o tempo inteiro, o esforço para parecer infalível pode produzir justamente o contrário: distância e desconfiança.
Em A Coragem para Liderar, Brené Brown leva seus estudos sobre coragem, vulnerabilidade e comportamento humano para o ambiente profissional e questiona essa associação entre liderança e invulnerabilidade.
1. “Eu não sei”
Um líder não precisa conhecer a resposta para todas as perguntas feitas pela equipe.
Em cenários novos ou complexos, admitir que ainda não possui determinada informação pode ser mais confiável do que improvisar uma certeza.
A diferença está no que acontece depois.
“Não sei” pode vir acompanhado de “vamos descobrir”, “precisamos investigar” ou “quero ouvir quem conhece melhor esse assunto”.
Isso não elimina autoridade. Mostra que o gestor consegue reconhecer os limites do próprio conhecimento.
2. “Eu errei”
Talvez esta seja ainda mais difícil.
Quando uma decisão fracassa, existe uma tentação de explicar rapidamente por que o resultado aconteceu: mercado, prazo, fornecedor, equipe, circunstâncias inesperadas.
Todos esses fatores podem ser verdadeiros.
Mas, quando existe responsabilidade da liderança, reconhecê-la produz um efeito importante.
Uma equipe que vê o chefe admitir erros também aprende que problemas podem ser colocados sobre a mesa. Quando a liderança nunca erra publicamente, funcionários podem começar a esconder as próprias falhas até que elas se tornem impossíveis de ignorar.
Para quem quiser explorar melhor essa relação entre coragem, vulnerabilidade e gestão, o novo Administradores Premium oferece um playbook em áudio que analisa as principais lições de A Coragem para Liderar e mostra como aplicá-las na prática, inclusive em conversas difíceis e na construção de equipes.
3. “Eu preciso de ajuda”
Chegar à liderança frequentemente acontece depois de anos sendo reconhecido por resolver problemas.
Pedir ajuda pode, então, parecer uma inversão de papéis.
Só que bons líderes não precisam ser as pessoas mais capazes da empresa em absolutamente todos os assuntos.
Reconhecer que outro profissional possui mais conhecimento, pedir uma opinião ou dividir um problema complexo também demonstra confiança na própria equipe.
E existe uma diferença enorme entre depender dos outros por incapacidade e saber quando o conhecimento dos outros produzirá uma decisão melhor.
Confiança não exige perfeição
Vulnerabilidade não significa transformar inseguranças em responsabilidade da equipe.
Líderes continuam precisando decidir, cobrar resultados, enfrentar conflitos e assumir consequências.
O ponto levantado por Brown é outro: tentar parecer forte o tempo inteiro pode afastar justamente as pessoas que deveriam confiar na liderança.
O Playbook que analisa A Coragem para Liderar está disponível na Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos sobre outros grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias, sempre buscando conectar ideias à aplicação prática.
O conteúdo pode ser um ponto de partida para entrar em contato com algumas das reflexões de Brené Brown e despertar o interesse por aprofundá-las na leitura da obra original.
Porque talvez a confiança de uma equipe não comece quando o líder consegue provar que sabe tudo.
Pode começar quando ele se sente seguro o suficiente para admitir que não sabe, errou ou precisa de ajuda.









