4 escolhas que parecem crescimento, mas podem estar levando sua empresa para o lugar errado

Reprodução/Canva
Em “Jogue para vencer”, A.G. Lafley e Roger Martin mostram por que estratégia depende menos de perseguir todas as oportunidades e mais de escolher conscientemente onde competir
Crescer costuma produzir decisões aparentemente óbvias.
Um novo público demonstrou interesse? Vamos atendê-lo.
Existe demanda em outra região? Vamos expandir.
Um concorrente lançou um serviço? Precisamos oferecer algo parecido.
O problema é que uma empresa pode crescer em faturamento, clientes e produtos enquanto perde clareza sobre aquilo que a torna competitiva.
Em Jogue Para Vencer, A.G. Lafley e Roger Martin apresentam estratégia como um conjunto de escolhas sobre onde jogar, como vencer e quais capacidades desenvolver. A ideia carrega uma consequência importante: decidir o que não fazer também faz parte da estratégia.
1. Aceitar todo cliente que aparece
Mais clientes parecem significar automaticamente um negócio melhor.
Nem sempre.
Atender públicos muito diferentes pode exigir produtos, processos e abordagens comerciais igualmente diferentes. A empresa começa a adaptar tudo para todos e perde eficiência.
Às vezes, crescer exige escolher para quem você pretende ser excelente.
2. Entrar em um mercado apenas porque ele está crescendo
Um setor aquecido desperta interesse justamente porque parece cheio de oportunidades.
Mas atratividade não significa vantagem competitiva.
A pergunta não deveria ser apenas “esse mercado está crescendo?”, mas “por que nossa empresa teria condições de vencer nele?”.
3. Copiar aquilo que funciona para o concorrente
Se outra empresa lança uma funcionalidade, serviço ou benefício, surge a pressão para responder.
Aos poucos, concorrentes começam a copiar uns aos outros até que suas propostas se tornam parecidas.
Estratégia não deveria produzir apenas uma lista de coisas necessárias para acompanhar o mercado. Também precisa explicar por que alguém escolheria aquela empresa entre tantas alternativas.
Para aprofundar essa discussão, a biblioteca do novo Administradores Premium conta com um playbook em áudio que percorre conceitos importantes apresentados em Jogue para vencer e os relaciona a decisões práticas de estratégia, posicionamento e vantagem competitiva.
4. Transformar toda oportunidade em prioridade
Talvez esta seja a armadilha mais silenciosa.
Uma oportunidade pode ser boa e, ainda assim, não fazer sentido para a estratégia.
Quando cinco projetos recebem prioridade simultaneamente, pessoas, orçamento e atenção precisam ser divididos entre eles. A empresa aparentemente está fazendo mais, mas pode estar reduzindo sua capacidade de executar muito bem aquilo que realmente importa.
Crescer também significa escolher onde não crescer
Recusar uma oportunidade parece estranho quando existe dinheiro disponível.
Mas estratégia exige algum tipo de renúncia. Sem ela, o planejamento pode se transformar apenas em uma coleção de boas ideias disputando os mesmos recursos.
O playbook que explora conceitos de Jogue para vencer integra a Biblioteca do Administradores Premium, ao lado de conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
Ele oferece um caminho para entrar em contato com algumas das reflexões estratégicas da obra e pode estimular a leitura do livro original para conhecer em profundidade o modelo desenvolvido pelos autores.
Porque uma empresa não precisa vencer em todos os lugares.
Precisa descobrir onde vale a pena jogar antes de gastar energia tentando ganhar.









