A empresa não precisa de mais ideias. Talvez precise aprender a abandonar algumas

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Boas ideias também consomem dinheiro, tempo e atenção. Em Jogue para vencer, A.G. Lafley e Roger Martin mostram por que estratégia depende tanto das oportunidades escolhidas quanto daquelas que a empresa decide deixar passar
Uma nova parceria parece promissora.
Ao mesmo tempo, existe um produto que poderia ser lançado, um mercado que parece interessante e três projetos internos esperando aprovação.
Nenhuma das ideias é necessariamente ruim.
Esse é justamente o problema.
Quando existem várias oportunidades ruins, escolher é relativamente fácil. A estratégia começa a ser realmente testada quando a empresa precisa dizer “não” para uma boa ideia porque existe outra mais importante.
Essa lógica ocupa um lugar central em Jogue Para Vencer, de A.G. Lafley e Roger Martin. Os autores tratam estratégia como um conjunto integrado de escolhas sobre onde competir, como vencer e quais capacidades serão necessárias para isso.
Toda oportunidade aprovada compete com outra
Empresas não possuem recursos infinitos.
Um novo projeto utiliza profissionais que poderiam estar em outro. Uma expansão consome capital que poderia fortalecer a operação atual. Uma nova linha de produtos exige atenção comercial e de marketing.
Por isso, perguntar apenas “essa oportunidade é boa?” pode produzir decisões ruins.
Uma pergunta mais estratégica seria:
“Ela é melhor do que as outras maneiras pelas quais poderíamos utilizar esses recursos?”
A diferença parece pequena, mas muda completamente a análise.
Estratégia também deveria produzir uma lista de coisas que a empresa não fará
Planos estratégicos costumam terminar com dezenas de iniciativas.
Talvez devessem produzir também algumas renúncias explícitas.
Não entraremos neste segmento.
Não desenvolveremos este produto agora.
Não tentaremos atender todos os públicos.
Não competiremos principalmente por preço.
Esses limites ajudam equipes a tomar decisões sem precisar rediscutir a estratégia sempre que uma nova oportunidade aparece.
Para quem quiser aprofundar essa discussão sobre escolhas e renúncias, o novo Administradores Premium traz um playbook em áudio que explora conceitos centrais apresentados em Jogue Para Vencer e os relaciona a desafios práticos de estratégia, posicionamento e vantagem competitiva.
O “não” de hoje pode proteger o crescimento de amanhã
Recusar oportunidades não significa falta de ambição.
Pode significar concentração.
Quando uma empresa sabe onde pretende vencer, fica mais fácil identificar projetos que parecem interessantes isoladamente, mas desviam recursos daquilo que realmente constrói sua vantagem.
O playbook que aborda as ideias de Jogue Para Vencer também está na Biblioteca do Administradores Premium, junto a conteúdos relacionados a grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
A experiência apresenta caminhos para entrar nessa discussão e pode estimular a leitura da obra original, onde Lafley e Martin desenvolvem seu modelo estratégico em profundidade.
Talvez uma das perguntas mais reveladoras sobre a estratégia de uma empresa não seja “quais são nossos próximos projetos?”.
É perguntar quais boas oportunidades ela está disposta a recusar para proteger aquilo que decidiu fazer realmente bem.









