Adobe aponta personalização em escala como prioridade e impulsiona adoção de modelos próprios de IA

Imagem: Divulgação/Adobe
Pesquisa mostra que empresas buscam combinar inteligência artificial, identidade de marca e produção de conteúdo em larga escala para ampliar competitividade
A personalização deixou de ser um diferencial e passou a ocupar o centro das estratégias de marketing das empresas. À medida que consumidores interagem com marcas em diferentes canais e formatos, cresce a necessidade de produzir conteúdos relevantes para públicos distintos sem comprometer a identidade da comunicação.
Esse movimento é evidenciado pela pesquisa Adobe + Makers, segundo a qual 53% dos líderes de marketing brasileiros apontam a personalização em escala como uma das principais tendências para os próximos anos. O levantamento revela uma mudança na forma como as organizações utilizam inteligência artificial, deixando de focar apenas em produtividade para priorizar consistência, governança e diferenciação.
Escalar conteúdo sem perder identidade tornou-se o novo desafio
O crescimento da inteligência artificial generativa ampliou significativamente a capacidade de produção de conteúdo das empresas. Ao mesmo tempo, surgiu um novo desafio: evitar que esse volume resulte em materiais visualmente semelhantes e com pouca diferenciação entre marcas.
Segundo Rodrigo Arndt, Country Manager da Adobe no Brasil, o mercado vive uma nova etapa da transformação digital, em que a principal preocupação já não é produzir mais conteúdo, mas garantir qualidade e autenticidade em cada interação com o consumidor.
“O desafio não é mais produzir conteúdo. É produzir conteúdo que mantenha identidade, contexto e relevância em cada ponto de contato com o consumidor. As empresas precisam escalar criatividade sem abrir mão da consistência, da governança e da proteção de seus ativos de marca”, afirma.
A pesquisa também mostra que, embora 73% dos executivos considerem a inteligência artificial generativa uma das tecnologias que mais transformarão o marketing, a maturidade das empresas ainda representa um obstáculo. Cerca de 84% afirmam que suas equipes ainda não estão preparadas para lidar com essas mudanças, enquanto 60% relatam dificuldades para integrar novas soluções ao ambiente corporativo.
Empresas investem em modelos de IA treinados com seus próprios ativos
Nesse cenário, cresce o interesse por modelos personalizados de inteligência artificial, desenvolvidos a partir dos ativos, padrões visuais e diretrizes de cada organização.
A proposta é permitir que a IA gere conteúdos alinhados à identidade da marca, preservando elementos como linguagem, posicionamento, identidade visual e contexto estratégico em diferentes canais de comunicação.
Um exemplo dessa tendência é a Galeria Ag, maior agência independente do Brasil, que se tornou a primeira empresa da América Latina a adotar o Adobe Firefly Custom Models.
A solução permite desenvolver modelos próprios de inteligência artificial treinados em ambientes protegidos e com mecanismos de preservação da propriedade intelectual.
“Ao longo dos últimos meses, aprendemos que o valor da IA não está apenas na automação, mas na sua integração ao processo criativo. Isso nos permite ampliar escala, acelerar entregas e preservar a qualidade e a consistência que nossos clientes esperam”, afirma Daniel Martins, sócio e Vice-Presidente de Operações & Transformação da Galeria.
Crescimento da demanda pressiona equipes de marketing
A adoção de soluções mais avançadas de inteligência artificial também responde ao crescimento acelerado da demanda por conteúdo.
Segundo dados da Adobe, mais de 60% dos profissionais de marketing relatam que o volume de ativos criativos produzidos aumentou pelo menos cinco vezes nos últimos anos.
Esse cenário exige que as organizações sejam capazes de produzir campanhas personalizadas para diferentes públicos, plataformas e momentos da jornada do consumidor, mantendo agilidade sem comprometer a qualidade da comunicação.
Para Rodrigo Arndt, esse movimento representa uma mudança estrutural na forma como a inteligência artificial passa a ser utilizada pelas empresas.
“Estamos vendo a transição da IA como ferramenta de geração para a IA como infraestrutura criativa. As empresas que conseguirem combinar velocidade, personalização, governança e identidade de marca terão uma vantagem competitiva importante nos próximos anos”, afirma.
Personalização passa a ser diferencial competitivo
À medida que o volume de conteúdo continua crescendo e a disputa pela atenção dos consumidores se intensifica, a criatividade deixa de depender apenas da produção em larga escala e passa a estar diretamente ligada à capacidade das marcas de manter autenticidade em cada interação.
Segundo a pesquisa Adobe + Makers, a tendência é que modelos personalizados de inteligência artificial ganhem espaço em diferentes setores, permitindo que empresas ampliem campanhas, adaptem conteúdos para múltiplas audiências e preservem seus diferenciais competitivos em um ambiente digital cada vez mais saturado.









