Aquarela Analytics destaca avanço da IA nas estratégias de defesa e proteção de infraestruturas críticas

Imagem: Divulgação/Aquarela Analytics
Especialista afirma que inteligência artificial amplia capacidade de antecipar riscos, proteger sistemas estratégicos e fortalecer a soberania tecnológica em um cenário geopolítico cada vez mais complexo
O aumento das tensões geopolíticas e a intensificação dos investimentos em defesa têm acelerado a adoção de inteligência artificial como ferramenta estratégica para proteger infraestruturas críticas, fortalecer a segurança nacional e ampliar a capacidade de resposta diante de ameaças complexas. Mais do que apoiar operações militares, a tecnologia passa a ser utilizada para antecipar riscos, monitorar sistemas essenciais e apoiar decisões em tempo real.
Esse movimento acompanha uma expansão global do mercado de IA aplicada à segurança. Segundo a consultoria Grand View Research, o segmento movimentou US$ 25,3 bilhões em 2024 e deve superar US$ 93 bilhões até 2030, impulsionado pelo aumento da demanda por proteção digital, prevenção de ataques e monitoramento inteligente de ameaças.
Crescimento dos investimentos amplia papel da inteligência artificial
Os recentes conflitos internacionais aceleraram programas de modernização tecnológica em diversos países. Um dos exemplos é a Alemanha, que aprovou neste ano um orçamento superior a 108 bilhões de euros para a área de defesa e anunciou um investimento adicional de 10 bilhões de euros voltado especificamente à proteção da população e de infraestruturas estratégicas.
Ao mesmo tempo, iniciativas como o programa Brave Germany, desenvolvido em parceria entre Alemanha e Ucrânia para a produção de drones equipados com inteligência artificial, ampliam o debate sobre o papel da tecnologia em cenários de conflito.
Para a Aquarela Analytics, empresa brasileira especializada em inteligência artificial corporativa, o principal potencial da IA está menos na automação de ações ofensivas e mais na capacidade de antecipar ameaças e fortalecer mecanismos de proteção.
“A soberania digital e a defesa moderna não se tratam de letalidade automatizada, mas de domínio tecnológico e capacidade de antecipação. Em um mundo onde a velocidade de resposta é medida em segundos, a IA de defesa deve funcionar como um escudo digital, dar clareza aos líderes, prever riscos e evitar que o pior aconteça”, afirma Marcos Santos, CEO da Aquarela Analytics.
IA fortalece a proteção de sistemas estratégicos
Segundo a empresa, cresce no Brasil a procura por plataformas de inteligência artificial voltadas à proteção de infraestruturas críticas e ao fortalecimento da autonomia tecnológica.
A Aquarela Analytics atua na estruturação de arquiteturas de dados, inteligência preditiva e inteligência prescritiva para organizações como Embraer, Mercedes-Benz, Auren, NTS e outras empresas de setores considerados estratégicos.
Na avaliação da companhia, esse movimento demonstra a necessidade de desenvolver soluções nacionais capazes de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras em áreas sensíveis para governos e grandes organizações.
Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de atuar apenas como ferramenta analítica e passa a apoiar decisões estratégicas por meio do processamento simultâneo de grandes volumes de informações provenientes de sensores, sistemas e bases de dados.
Três frentes concentram as aplicações mais estratégicas
Entre as aplicações consideradas prioritárias pela empresa está a detecção antecipada de ameaças. A utilização de modelos analíticos permite identificar padrões anômalos em redes digitais ou no espaço aéreo em poucos milissegundos, ampliando a capacidade de resposta antes que ataques sejam efetivamente executados.
Outra frente envolve a proteção de infraestruturas críticas, como redes de energia, sistemas de saúde, comunicações governamentais e outros serviços essenciais. A utilização de inteligência artificial permite identificar vulnerabilidades, prever incidentes e apoiar ações preventivas contra ataques cibernéticos de grande escala.
A terceira aplicação está relacionada à logística em situações de crise e ajuda humanitária. Modelos inteligentes podem otimizar rotas de evacuação, coordenar deslocamentos e organizar a distribuição de suprimentos médicos e recursos emergenciais em regiões afetadas por desastres ou conflitos.
Autonomia tecnológica ganha importância estratégica
A busca por soluções desenvolvidas localmente também vem ganhando força em diferentes países.
Recentemente, a França anunciou investimentos em sistemas soberanos de inteligência artificial e em tecnologias de código aberto desenvolvidas em parceria com empresas nacionais, como a Mistral AI.
Para Marcos Santos, iniciativas desse tipo reforçam a importância de o Brasil ampliar sua capacidade tecnológica em áreas consideradas estratégicas.
“Para o Brasil, que carrega uma tradição diplomática, pacífica e mediadora ou ‘soft power’, investir em soluções próprias de IA voltadas à inteligência defensiva significa fortalecer sua capacidade de proteção de forma estratégica e neutra”, afirma.
Na avaliação do executivo, episódios recentes evidenciam a necessidade de combinar inteligência artificial, análise preditiva e integração de múltiplos sensores para responder a ameaças cada vez mais sofisticadas.
“O ataque em Moscou redesenha o conceito de vulnerabilidade. Sistemas de defesa que custam milhões de dólares por disparo perdem eficiência contra enxames de drones baratos baseados em tecnologia de ponta. A única forma de deter esse tipo de ameaça é através do Advanced Analytics: cruzar dados de múltiplos sensores industriais e radares em milissegundos para prever a trajetória e neutralizar o risco de forma inteligente. Quem não dominar a ciência de dados preditiva estará vulnerável”, conclui Marcos Santos.









