Grupo EBM impulsiona transformação digital do Brasil com infraestrutura crítica para data centers

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Companhia participa diretamente de 50% dos data centers da América Latina e consolida presença em sete países
A fusão entre o Grupo EBM, referência em soluções de engenharia para data centers na América Latina, e a Trusted Data, empresa de tecnologia sediada no interior de São Paulo, deu origem a um dos maiores conglomerados de infraestrutura crítica do continente. A nova estrutura passa a administrar mais de 500 MW de TI, com atuação direta em sete países e participação efetiva em 50% dos data centers da América Latina.
Com sede em Alphaville, em Barueri (SP), o grupo opera no Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e México, além de manter escritório comercial em Hong Kong. Ao longo de sua trajetória, a companhia participou da construção de mais de 35 data centers hyperscale na região, consolidando-se como um dos principais players do setor.
O conglomerado reúne diferentes verticais especializadas: a IDS, responsável pelo fornecimento de soluções em energia, power e climatização; a EBM Tech, focada em automação, controle e inteligência artificial; a DRS, voltada à gestão de terrenos e energia; e a Trusted Data, braço tecnológico da operação.
Segundo Bruno Sereno, sócio-fundador da EBM, o diferencial do grupo está na capacidade de atuar em todo o ciclo do projeto. “Somos especializados em infraestrutura de ambientes críticos, especialmente data centers. Atuamos desde a construção civil e entrega do piso branco até a integração de sistemas de energia, climatização, cabeamento, automação, monitoramento e manutenção das operações”, afirma. O executivo destaca ainda a atuação em Edge Data Centers, estruturas mais próximas do usuário final, voltadas à redução de latência e aumento da disponibilidade para clientes hyperscale, empresas e investidores.
Incentivos e desafios do setor
A ampliação da atuação do grupo ocorre em um momento estratégico para o Brasil, que lançou recentemente o Redata, plano nacional de incentivos ao setor de data centers. A iniciativa prevê benefícios fiscais para empresas que invistam na indústria nacional e adotem práticas sustentáveis no uso de energia e água.
Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta desafios relevantes. A aceleração da transformação digital e o avanço da inteligência artificial impulsionam a demanda por data centers mais potentes, pressionando o consumo energético e exigindo maior eficiência operacional. Hoje, existem cerca de 12 mil data centers no mundo, em uma indústria estimada em US$ 243 bilhões, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.
“No Brasil, ainda lidamos com uma carga tributária elevada sobre equipamentos e com a competição global por investimentos. O desafio é equilibrar eficiência, sustentabilidade e confiabilidade para manter o país competitivo, o que exige diálogo constante entre os setores público e privado”, avalia Sereno.
América Latina como polo estratégico
Para o executivo, o futuro dos data centers na América Latina será definido pela busca por escala e eficiência. A região reúne fatores considerados decisivos para a atração de investimentos: energia relativamente barata, disponibilidade de espaço e mercado digital em expansão. Nesse contexto, o Brasil se destaca pela forte presença de fontes renováveis em sua matriz energética.
“Acreditamos que veremos projetos cada vez mais robustos, preparados para suportar inteligência artificial e alta densidade de carga, mas também cada vez mais cobrados por sustentabilidade e eficiência no uso de energia”, conclui Sereno.









