Habitare cria ambiente imersivo para cliente caminhar pelo imóvel antes da construção

Foto: Divulgação/Habitare
Com projeções em escala real, novo espaço busca reduzir a distância entre a planta no papel e a percepção concreta de como será viver no empreendimento
Plantas baixas, maquetes e imagens renderizadas sempre ajudaram o mercado imobiliário a apresentar projetos que ainda não existem fisicamente. Agora, novas tecnologias começam a levar essa experiência para outro nível, permitindo que o comprador perceba proporções, circulação e atmosfera antes mesmo do início das obras.
Foi com essa proposta que a Habitare, incorporadora fluminense voltada a smart living e wellness, lançou o cubOH!, sigla para Centro Unificado de Bem-Estar e Oportunidades Habitare. O ambiente utiliza projeções audiovisuais em escala real para permitir que o consumidor caminhe pelos espaços do futuro imóvel e compreenda melhor como eles se relacionam.
Experiência passa a pesar mais na decisão de compra
A iniciativa acompanha uma mudança no próprio comportamento dos consumidores.
Segundo o estudo global State of the Connected Customer, da Salesforce, 80% dos consumidores consideram a experiência oferecida por uma marca tão importante quanto seus produtos e serviços.
No mercado imobiliário, essa demanda ganha uma característica particular. Como a compra acontece muitas vezes antes da conclusão do empreendimento, o consumidor precisa tomar uma decisão relevante a partir de representações de algo que ainda será construído.
Para Roberto Coutinho, CEO e fundador da Habitare, esse é justamente um dos desafios que a tecnologia pode ajudar a reduzir.
“O Desafio é fazer o cliente entender como um prédio que ainda não existe vai funcionar na vida dele. Onde ele vai circular, como os ambientes se relacionam, o que ele vai enxergar da janela, como vai receber alguém. É essa distância entre ver a imagem e compreender o espaço que queremos diminuir”, afirma.
Referência veio de experiências museográficas
Para desenvolver o cubOH!, a Habitare buscou inspiração fora do setor imobiliário.
A tecnologia utiliza recursos semelhantes aos encontrados em instalações museográficas e exposições imersivas, combinando projeções mapeadas em paredes e pisos para reproduzir elementos como luz, acústica e atmosfera.
Na prática, a proposta é fazer com que o consumidor deixe de observar apenas uma representação bidimensional do empreendimento e passe a experimentar o espaço em escala real.
Esse tipo de recurso pode ganhar relevância principalmente em imóveis de maior valor agregado, nos quais aspectos como amplitude, circulação, integração entre ambientes e percepção espacial têm peso significativo na decisão.
Tecnologia deixa de atuar apenas como recurso de apresentação
A aposta no ambiente imersivo também reflete uma visão mais ampla da incorporadora sobre o uso de tecnologia.
Para a Habitare, inovação não deve ficar restrita à apresentação comercial do empreendimento, mas ajudar a tornar o projeto mais compreensível e conectado à experiência futura do morador.
A mesma lógica aparece na proposta de smart living da empresa, que combina arquitetura, sustentabilidade, serviços e soluções de eficiência voltadas à rotina de quem ocupará os imóveis.
“Não queremos tecnologia pela tecnologia. Queremos utilizá-la para tornar aquilo que projetamos mais compreensível, próximo e tangível. No final do dia, nós não vendemos metros quadrados. Nós projetamos a vida que vai acontecer dentro deles”, conclui o CEO.
Experiência imersiva pode mudar a forma de apresentar lançamentos
Ao aproximar a apresentação comercial de uma experiência física, o cubOH! aponta para uma mudança na maneira como incorporadoras podem apresentar imóveis ainda na planta.
Em vez de depender exclusivamente de imagens, vídeos e maquetes, o consumidor passa a ter contato com uma representação espacial que busca reproduzir como será circular e permanecer dentro daquele ambiente.
A tendência também acompanha o avanço do marketing de experiência em diferentes setores, no qual marcas tentam reduzir a distância entre promessa e percepção por meio de interações mais concretas.
No mercado imobiliário, isso pode significar uma nova etapa na apresentação de lançamentos, especialmente em projetos nos quais arquitetura, bem-estar e experiência de uso são parte central da proposta.









