Jui capta R$ 2 milhões e aposta em suco verde em pó para crescer no mercado

Foto: Divulgação/Jui
Foodtech brasileira aposta em produtos voltados à ingestão de fibras e saúde intestinal para ampliar presença no mercado nacional
A busca por alimentos funcionais vem abrindo espaço para novas empresas que tentam combinar conveniência, nutrição e consumo cotidiano. É nesse mercado que a Jui, foodtech brasileira fundada em 2023, pretende acelerar sua expansão após concluir uma rodada de captação de R$ 2 milhões com investidores anjo.
Criada pelos empreendedores André Dalem e Felipe Alda, a companhia desenvolve produtos voltados à saúde intestinal e tem como principal proposta facilitar a ingestão diária de fibras. Com a nova rodada, a Jui pretende ampliar sua presença nacional e mira faturamento de R$ 20 milhões.
Produto nasceu de uma dificuldade comum na alimentação
A empresa surgiu a partir da percepção de que, embora a importância das fibras seja amplamente conhecida, muitas pessoas têm dificuldade para atingir a quantidade recomendada apenas pela alimentação cotidiana.
A solução encontrada foi desenvolver um produto em pó que combina ingredientes naturais, formulação baseada em evidências científicas e praticidade para o consumo. A venda acontece principalmente pelo e-commerce próprio da marca.
“O consumidor está cada vez mais consciente da relação entre alimentação e saúde, mas transformar esse conhecimento em hábito ainda é um desafio. A Jui nasceu justamente para reduzir essa distância, oferecendo uma solução prática para um problema que faz parte da rotina de milhões de brasileiros”, afirma André Dalem, cofundador da empresa.
O desenvolvimento do primeiro produto levou aproximadamente dois anos e envolveu engenheiros de alimentos, nutricionistas e dezenas de testes até a formulação final.
Desde o lançamento, segundo a empresa, a Jui vem registrando crescimento anual de 300%.
Saúde intestinal ganha espaço entre consumidores
A estratégia da foodtech acompanha uma mudança mais ampla no comportamento de consumo.
Pesquisa da McKinsey & Company aponta a saúde intestinal entre os benefícios mais procurados por consumidores de suplementos, refletindo uma busca maior por produtos associados não apenas à nutrição básica, mas também ao bem-estar.
Esse movimento se conecta ao avanço dos chamados alimentos funcionais, categoria que reúne produtos desenvolvidos para oferecer benefícios nutricionais específicos além de sua função alimentar convencional.
Dados apresentados pela empresa indicam que aproximadamente metade da população geral e dois terços dos millennials e integrantes da geração Z já consomem produtos dessa categoria, impulsionando segmentos como o de super greens.
Fibras podem seguir caminho semelhante ao da proteína
Para Felipe Alda, cofundador da Jui, o mercado de fibras ainda tem espaço significativo para crescer nos próximos anos.
“Acreditamos que as fibras ocuparão um espaço semelhante ao que a proteína conquistou na última década. Existe um grande movimento de educação do consumidor acontecendo no mundo inteiro e queremos contribuir para que essa conversa também avance no Brasil”, destaca.
“Somos pioneiros por aqui e temos o objetivo de liderar conversas acerca deste tema, promovendo não só o debate sobre saúde intestinal, como também sendo um aliado na inclusão de fibras na rotina do brasileiro”, complementa.
A tese da empresa é que produtos posicionados entre suplementação e alimentação convencional podem ganhar espaço justamente por facilitarem a incorporação de determinados nutrientes à rotina sem exigir grandes mudanças de hábito.
Expansão deve combinar e-commerce e novos pontos de venda
Atualmente, a atuação da Jui está concentrada no comércio eletrônico e em pontos de venda selecionados.
Com os recursos captados, a empresa pretende aumentar sua presença no mercado brasileiro e fortalecer o posicionamento nas categorias de alimentação funcional, saúde intestinal e inovação em alimentos.
A expansão acontece em um momento em que consumidores demonstram maior interesse por soluções que combinem conveniência e composição nutricional, abrindo espaço para marcas que tentam transformar necessidades específicas de alimentação em produtos de consumo recorrente.









