IA muda a cultura das empresas e coloca liderança e decisão no centro do ZDR 2026

Foto: Divulgação/Zoox Smart Data
Evento acontece em 17 de novembro, no Hotel Unique, em São Paulo, e reunirá C-Levels para discutir os impactos da inteligência artificial sobre conhecimento, trabalho e cultura organizacional
A inteligência artificial já começa a alterar não apenas as ferramentas utilizadas pelas empresas, mas também a maneira como profissionais acessam conhecimento, colaboram e participam das decisões. À medida que sistemas de IA assumem novas funções dentro das organizações, cresce também a necessidade de rever competências, processos e modelos de liderança.
Essa será uma das principais discussões do Zoox Data Revolution (ZDR) 2026, evento anual da Zoox Smart Data, que acontece em 17 de novembro, no Hotel Unique, em São Paulo. O encontro reunirá executivos de grandes empresas para debater como cultura de dados e inteligência artificial estão modificando as organizações e sua relação com a sociedade.
IA amplia o acesso à informação dentro das empresas
A discussão do evento parte de uma tese defendida pelo CEO da Zoox, Rafael de Albuquerque: boa parte da transformação provocada pela inteligência artificial é também cultural.
Com ferramentas capazes de processar grandes volumes de informação e responder a perguntas em poucos segundos, conhecimentos que antes dependiam de especialistas, departamentos específicos ou diferentes sistemas passam a ficar mais acessíveis a profissionais de diversas áreas.
Para Bianca Perez, COO da Zoox, essa maior disponibilidade de informações amplia a autonomia das equipes, mas exige também mais capacidade de análise.
“A inteligência artificial tornou o acesso à informação e aos dados muito mais simples e democrático. Hoje, mais pessoas conseguem fazer perguntas, acessar análises e chegar a respostas sem depender necessariamente de especialistas ou de diferentes áreas da organização. Mas essa facilidade também traz uma responsabilidade maior: não basta ter acesso ao dado. É preciso garantir a qualidade da informação, entender o contexto e saber avaliar se aquela resposta realmente faz sentido para o negócio. Quanto mais acessível o conhecimento se torna, mais importante passa a ser a nossa capacidade crítica de interpretá-lo e transformá-lo em boas decisões.”
Novas competências ganham espaço com a inteligência artificial
Nesse cenário, preparar profissionais para utilizar IA deixa de significar apenas ensinar o funcionamento de novas plataformas.
A mudança também envolve competências como formulação de perguntas, interpretação de informações, análise crítica, colaboração e tomada de decisão. Quanto maior a autonomia proporcionada pelas ferramentas, maior também é a necessidade de profissionais capazes de avaliar a qualidade das respostas geradas.
A transformação alcança ainda a alta liderança.
Se o conhecimento deixa de ficar concentrado em poucas posições ou departamentos, gestores passam a ter o desafio de construir ambientes em que diferentes profissionais possam acessar informações, questionar dados e participar das decisões com mais autonomia.
“O papel da liderança também muda. Não se trata mais apenas de ser a pessoa que concentra mais conhecimento ou que tem todas as respostas. Em um ambiente em que a informação está cada vez mais acessível, o grande desafio da liderança é criar contexto, direcionamento e condições para que as pessoas consigam tomar melhores decisões. É sobre conectar inteligência, pessoas e negócios.”
ZDR reunirá C-Levels para discutir efeitos dessa transformação
O ZDR 2026 pretende levar essas discussões para experiências concretas de empresas que já estão incorporando inteligência artificial às operações e aos processos de decisão.
A programação reunirá executivos de grandes corporações para tratar dos efeitos da tecnologia sobre pessoas, negócios e sociedade, conectando IA a temas como cultura organizacional, liderança, circulação de conhecimento e impacto.
Para Bianca Perez, disponibilizar ferramentas aos funcionários não é suficiente para provocar uma transformação estrutural.
“Colocar uma ferramenta de IA à disposição das pessoas não significa, necessariamente, transformar uma organização. A tecnologia só gera impacto quando passa a fazer parte da forma como as pessoas trabalham, colaboram e tomam decisões. E isso exige uma mudança de comportamento, de processos e, principalmente, de cultura. Não adianta ter a melhor tecnologia se as pessoas continuam trabalhando da mesma forma.”
“A grande oportunidade da IA não está apenas em fazer mais rápido o que já fazemos hoje. Ela está em nos permitir repensar como o trabalho acontece, como o conhecimento circula e como as decisões são tomadas. É nesse ponto que tecnologia e cultura realmente se encontram”, afirma.
Cultura passa a integrar a discussão sobre adoção de IA
Ao colocar pessoas, cultura e impacto no centro do debate, a edição de 2026 amplia a discussão sobre inteligência artificial para além da capacidade técnica dos sistemas.
O desafio passa a envolver a maneira como empresas incorporam inteligência aos processos cotidianos, distribuem o acesso ao conhecimento e preparam estruturas e lideranças para um cenário no qual informações estão disponíveis com mais velocidade e podem ser processadas em tempo real.









