Por que tantas empresas têm planos sofisticados e ainda assim fracassam? Este livro explica o erro

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Em “Estratégia Boa, Estratégia Ruim”, Richard Rumelt revela por que a maioria das empresas não possui uma estratégia verdadeira
Quase toda organização afirma ter uma estratégia. Muitas apresentam apresentações bonitas, metas ambiciosas e discursos inspiradores. Ainda assim, resultados consistentes continuam raros. O problema não está na falta de esforço, nem de inteligência, mas em uma confusão silenciosa entre planejamento, desejo e estratégia de verdade.
É exatamente esse equívoco que “Estratégia Boa, Estratégia Ruim”, de Richard Rumelt, desmonta com precisão. Considerado um dos livros mais importantes já escritos sobre estratégia, a obra mostra por que a maioria das organizações não falha por executar mal, mas por nunca ter formulado uma estratégia genuína.
O que as empresas chamam de estratégia, mas não é
Rumelt demonstra que muitas empresas substituem estratégia por slogans, visões inspiradoras ou metas financeiras isoladas. Crescer 20%, liderar o mercado ou inovar mais não constitui estratégia. Esses são desejos. Estratégia exige escolhas difíceis, foco e entendimento profundo do problema central a ser enfrentado.
Ao longo do livro, o autor expõe como organizações acumulam iniciativas desconectadas, políticas contraditórias e prioridades difusas, criando o que ele chama de uma bagunça estratégica. Esse excesso de ações gera movimento, mas não direção.
A essência de uma estratégia realmente boa
Uma estratégia boa começa com um diagnóstico claro da situação. Rumelt enfatiza que o coração da estratégia está no insight, na capacidade de identificar o desafio crítico que impede o avanço da organização. Sem esse entendimento, qualquer plano vira apenas tentativa e erro disfarçada de método.
A partir desse diagnóstico, entram decisões coerentes, alocação inteligente de recursos e ações alinhadas a um objetivo central. Estratégia, nesse sentido, não é fazer tudo, mas escolher com clareza o que não será feito.
Lições práticas a partir de casos reais
O livro se destaca pelo uso de exemplos concretos. Rumelt analisa desde gigantes como Apple, Walmart, General Motors e Nvidia até organizações militares, escolas públicas e instituições sem fins lucrativos. Esses casos mostram como boas estratégias costumam parecer simples depois de formuladas, embora exijam coragem e clareza para serem adotadas.
Ao mesmo tempo, o autor revela como estratégias ruins se escondem atrás de discursos sofisticados, métricas vazias e promessas que nunca se conectam à realidade do negócio.
Estratégia como disciplina intelectual
Outro ponto central da obra está na ideia de que estratégia não é talento inato, mas uma habilidade que pode ser desenvolvida. Rumelt apresenta ferramentas mentais para treinar o pensamento estratégico, aprender a separar sintomas de causas e resistir à tentação de soluções genéricas.
Essa abordagem torna o livro valioso não apenas para CEOs, mas para gestores, empreendedores e profissionais que precisam tomar decisões relevantes em ambientes complexos.
Clareza estratégica como vantagem competitiva
Em um mundo marcado por excesso de informação e pressão por resultados rápidos, Estratégia Boa, Estratégia Ruim reforça uma verdade incômoda: clareza vence complexidade. Organizações que entendem profundamente seu problema central conseguem direcionar esforços com mais eficiência e construir vantagens duradouras.
Rumelt mostra que uma boa estratégia raramente é confortável, mas quase sempre é decisiva.
Resumo:
Em “Estratégia Boa, Estratégia Ruim”, Richard Rumelt revela por que a maioria das empresas não possui uma estratégia verdadeira. Ao diferenciar desejos de decisões estratégicas, o autor mostra que o sucesso depende de diagnóstico claro, foco e escolhas coerentes. Uma leitura essencial para quem precisa transformar intenção em resultado real.









