Web Summit Rio 2026: cinco painéis que revelam onde o mercado está indo

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Mari Pinudo, da Adobe, é um dos destaques, com painel sobre ideias que inspiram, enquanto globalização de investimentos é tema de debate com GTN, Yazbek Advogados e Genial Investimentos
O Rio de Janeiro volta a ser, de 8 a 11 de junho, o epicentro da inovação na América Latina. O Web Summit Rio 2026 reúne mais de 30 mil fundadores, investidores e líderes globais no Riocentro — e, com centenas de sessões simultâneas distribuídas por múltiplos palcos, o maior desafio de quem vai ao evento não é chegar. É saber onde estar.
Para quem pensa em negócios, cinco sessões da programação deste ano merecem atenção especial. Não apenas pelo nome de quem está na mesa, mas pelo que cada debate revela sobre tendências que já estão redesenhando setores inteiros.
A brasileira mais jovem bilionária do mundo vai falar sobre o futuro dos mercados
No dia 8 de junho, das 18h30 às 19h, o Center Stage recebe a sessão “Trade the future”. Luana Lopes Lara é carioca, ex-bailarina do Bolshoi, formada no MIT e co-fundadora da Kalshi, fintech avaliada em 11 bilhões de dólares e maior exchange de mercados de previsão dos Estados Unidos. Em 2026, a Forbes a elegeu a bilionária mais jovem do mundo. Numa conversa que vai da sua trajetória pessoal à visão de como os mercados de previsão estão moldando uma nova fronteira financeira, Luana é, hoje, o exemplo mais concreto de como construir algo relevante globalmente a partir do Brasil.
A stack de IA soberana que o Brasil está construindo — e quem vai operá-la
No dia 9 de junho, das 12h25 às 12h55, o Center Stage recebe o painel “Empower tomorrow’s builders with the AI stack”. Rodrigo Duclos, Chief Innovation & Digital Officer da Claro, Luiz Meisler, EVP Latam da Oracle, e Marcio Aguiar, Diretor Executivo da NVIDIA para a América Latina, mapeiam em conjunto a arquitetura que Oracle, Claro e NVIDIA passaram 2026 montando: cloud, conectividade e capacidade de processamento reunidos numa stack de IA construída em termos brasileiros. Para fechar, o microfone passa para os vencedores do programa Campus Mobile da Claro — a geração que vai construir em cima dessa infraestrutura. Para gestores que precisam entender onde o Brasil está apostando em soberania tecnológica, esse é o painel mais concreto da programação. Realizado em português.
IA que já dá resultado: o que o Google Cloud e a Netshoes têm a mostrar
No dia 9 de junho, entre 11h40 e 12h, o Center Stage recebe o painel “The next leap: From hype to results”. Milena Leal, Country Manager do Google Cloud Brasil, e Graciela Kumruian, CEO da Netshoes, explicam o que acontece quando uma líder global em tecnologia encontra a ambição local — as decisões reais, as apostas e os resultados que não chegam aos comunicados de imprensa. O painel é mediado por Luciana Magalhães, repórter corporativa da Reuters, e realizado em português. Num evento onde muito se fala em potencial de IA, essa sessão entrega o que o mercado mais precisa ouvir: o que já está funcionando, no Brasil, agora.
O acesso global a investimentos deixou de ser privilégio. Mas a infraestrutura ainda trava tudo
No dia 10 de junho, às 11h55, a sessão “Globalização de Investimentos no Varejo” coloca em debate um dos gargalos mais subestimados do mercado financeiro brasileiro. Marcel Cahen, Diretor LATAM da GTN, senta à mesa com Otavio Yazbek, sócio do escritório Yazbek Advogados, e Luis Resende, sócio da Genial Investimentos.
A GTN, fintech global com presença em 8 países e modelo baseado em APIs, participa do Web Summit Rio como parceira oficial na trilha de Fintech e Serviços Financeiros. O painel toca num ponto que poucas plataformas admitem publicamente: democratizar o acesso a mercados globais é menos uma questão de vontade e mais uma questão de arquitetura tecnológica e regulação. Para quem atua no setor financeiro ou em fintechs, é uma perspectiva rara e necessária.
Criatividade virou vantagem competitiva. E o mercado ainda não percebeu
No dia 11 de junho, às 12h10, o Stage 6 recebe o painel “Creativity in a connected world: How to make ideas that inspire”, parte do Creative Summit. Mari Pinudo, Country Manager da Adobe no Brasil, divide a mesa com Giovana Giroto, CMO da Serasa Experian, e Marcelo Gripa, fundador do Futuros Possíveis.
O tema pode soar etéreo. O contexto, não. Em um cenário onde a inteligência artificial produz conteúdo em escala industrial, o diferencial competitivo migrou da produção para a ideia. Quem ainda trata criatividade como custo operacional está tomando uma decisão estratégica sem perceber — e vai sentir isso nos resultados. Para líderes de marketing, comunicação e gestão de marca, essa sessão é um dos momentos mais práticos do evento.
O que esses cinco painéis têm em comum ?
Nenhum deles é sobre tecnologia pela tecnologia. Os cinco apontam para uma mesma direção: os setores que mais vão se transformar nos próximos anos estão sendo redesenhados a partir de camadas que a maioria dos gestores ainda não enxerga com clareza. Criatividade como ativo estratégico. Infraestrutura como alavanca de democratização. Soberania tecnológica como decisão de Estado e de mercado. Mercados de previsão como nova fronteira financeira. IA saindo do PowerPoint e entrando na operação real.











