Após 39 anos de funcionamento, o Playcenter encerrará suas atividades no próximo domingo (29). No lugar do parque brinquedos radicais será construído um outro espaço voltado à família e com novo nome. Para realizar a reformulação a empresa investiu R$ 40 milhões em pesquisa e instalação de outros brinquedos. O local terá uma capacidade máxima limitada de 4,5 mil pessoas por dia, metade do que o parque permite hoje e está previsto abrir suas portas em julho do ano que vem. O Playcenter nasceu após uma viagem engenheiro Marcelo Gutglas, em meados da década de 60 à Nápoles (Itália) onde conheceu um parque de diversões. Ele, que já havia introduzido no país as máquinas de fliperamas, montou com brinquedos como o carrossel, a Ciclone (primeira montanha-russa de metal do país) e o tobogã Playcenter Durante anos o parque foi sinônimo de ousadia e inovação, casas de terror, apresentação do King Kong e brinquedos radicais faziam parte do roteiro do Playcenter. Até o astro pop, Michael Jackson fechou o lugar por 2 horas e meia para aproveitar o lugar. Entretanto, algumas tragédias marcaram o lugar, entre elas, a do o estudante Renan Eduardo de Carvalho Pereira, de 11 anos, que escorregou do Space Loop e caiu de uma altura de cerca de 10 metros, fraturando o crânio e o fêmur. Imagem: Reprodução Em 1995, Gutlas vendeu parte das ações para a GP Investimentos, que participaria da criação do Hopi Hari. A partir de então, o Playcenter começou a acumular dívidas. Com as quedas no número de visitantes, Marcelo Gutglas recomprou o controle do Playcenter e deixou a sociedade com Hopi Hari. Com informações do G1