Da assessoria de imprensa à comunicação integrada, Comunica PR completa 7 anos e mira nova fase de crescimento

Foto: Divulgação/Comunica PR
Agência criada em 2019 por Beatriz Destefani e Maria Carolina Rossi chega ao aniversário com 50 clientes e uma estratégia que combina imprensa, conteúdo, redes sociais e presença digital
Quando a Comunica PR começou a operar, em outubro de 2019, a assessoria de imprensa ainda ocupava praticamente todo o centro da proposta da agência. Sete anos depois, o serviço continua relevante, mas passou a dividir espaço com uma estrutura mais ampla de comunicação.
Fundada pelas jornalistas Beatriz Destefani e Maria Carolina Rossi, que tinham 25 anos na época, a empresa chega a 2026 com 50 clientes, atuação nacional e uma operação que reúne imprensa, produção de conteúdo, redes sociais, marketing de influência e estratégias digitais.
A visibilidade deixou de ser o ponto final
A mudança acompanha uma transformação no próprio mercado de comunicação corporativa.
Conquistar espaço em veículos continua sendo uma maneira importante de gerar reconhecimento externo, mas passou a resolver apenas uma parte do desafio. Marcas e executivos também precisam manter presença frequente, reforçar os temas aos quais querem ser associados e aproveitar uma mesma exposição em diferentes canais.
É essa lógica que orienta o reposicionamento da Comunica PR.
“Hoje, não basta aparecer. É preciso entender por que aquela exposição é importante, para quem estamos falando e o que queremos construir a partir dela. Nosso trabalho é conectar essas pontas para que a comunicação tenha estratégia e gere valor para o cliente”, afirma Beatriz Destefani, sócia-fundadora da agência.
A assessoria de imprensa, portanto, não deixou de ser uma frente central. O que mudou foi o papel que passou a ocupar dentro de uma estratégia maior de reputação.
Uma reportagem pode gerar muito mais do que repercussão imediata
Na visão de Maria Carolina Rossi, uma das principais mudanças dos últimos anos está justamente no que acontece depois que uma empresa ou executivo conquista uma publicação.
“A imprensa traz uma validação muito importante porque existe um terceiro reconhecendo aquela autoridade. Mas essa história não pode terminar na publicação. Ela precisa continuar nas redes, nos conteúdos, nos eventos, nas entrevistas e em todos os pontos de contato da marca”, explica.
Essa percepção fez a agência reorganizar a forma de planejar as entregas.
Antes de definir ações isoladas, a estratégia passou a partir da identificação dos públicos prioritários, dos temas que a empresa deseja ocupar e da imagem que pretende construir. A escolha dos canais acontece a partir desse diagnóstico.
Nesse modelo, uma entrevista concedida a um veículo pode ser reaproveitada como conteúdo para redes sociais, alimentar uma newsletter, gerar novos debates ou reforçar o posicionamento de um porta-voz em outras oportunidades.
Conhecimento dos executivos também virou matéria-prima
Outro movimento foi a ampliação da produção de conteúdo próprio.
Um dos formatos desenvolvidos pela agência é o Content Day, em que uma sessão concentrada com executivos ou especialistas serve de base para a criação de diferentes conteúdos nas semanas seguintes.
A proposta responde a um problema comum entre porta-vozes: eles têm repertório e conhecimento técnico, mas pouco tempo disponível para participar constantemente da produção de materiais.
Ao concentrar esse processo, a agência busca transformar o que esses profissionais sabem em uma presença mais regular nos canais das empresas.
A lógica adotada é fazer com que cada frente cumpra uma função distinta. A imprensa oferece validação externa, as redes sociais mantêm a conversa ativa, o conteúdo aprofunda os temas e o planejamento organiza a direção de tudo isso.
Carteira também mudou com o crescimento da empresa
A evolução da operação veio acompanhada por uma diversificação dos clientes.
A Comunica PR passou a trabalhar com empresas de tecnologia, saúde, varejo, construção, startups e executivos. Em 2026, também ampliou a atuação com negócios B2B e marcas de presença internacional.
Esse movimento exige estratégias mais específicas, principalmente em mercados nos quais a comunicação depende de repertório técnico e de um posicionamento muito bem delimitado.
Com o aumento da concorrência por atenção, a agência entende que aparecer muito deixou de ser suficiente. Tornou-se mais importante construir uma associação clara entre determinada empresa ou especialista e os assuntos nos quais deseja ser reconhecido.
Empresa nasceu meses antes da pandemia
Os primeiros anos da Comunica PR também coincidiram com uma transformação inesperada.
Poucos meses depois da fundação, a pandemia alterou a rotina das empresas, mudou modelos de trabalho e obrigou a agência a adaptar rapidamente processos e a relação com os clientes.
Para Maria Carolina, esse período ajudou a consolidar a proximidade como uma das características da operação.
“Desde o início, sempre fomos muito próximas. Se o cliente está quieto, vamos entender o motivo. Se aparece uma oportunidade, vamos atrás. Se existe um problema, queremos resolver. Essa proatividade acabou se tornando parte da nossa identidade”, conta.
Hoje, além dos 50 clientes, a empresa afirma produzir aproximadamente 1.500 conteúdos por mês.
Próximo ciclo deve aprofundar papel estratégico
Ao completar sete anos, as fundadoras afirmam que o objetivo não é apenas ampliar a carteira.
A próxima etapa envolve consolidar uma atuação em que a agência participe de forma mais próxima das decisões de posicionamento de empresas e executivos, conectando reputação, conteúdo e presença digital.
“Quando começamos, nosso objetivo era ter uma agência. Hoje, temos uma empresa com uma metodologia, uma equipe e uma visão muito mais ampla sobre comunicação. O próximo passo é continuar crescendo sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: proximidade, estratégia e vontade de fazer acontecer”, projeta Beatriz.
A trajetória da Comunica PR acompanha, assim, a própria mudança da comunicação corporativa nos últimos anos. Se em 2019 a prioridade era conquistar espaço na imprensa, em 2026 o desafio passa por algo mais amplo: fazer com que cada exposição ajude a construir uma reputação consistente e continue produzindo valor muito depois da publicação inicial.









