Ficar calado em uma reunião também constrói uma reputação sobre você

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Esperar até ter a contribuição perfeita parece prudência. Repetido por meses, porém, o silêncio deixa colegas e gestores com poucas evidências sobre aquilo que você realmente sabe
Nem todo profissional competente parece competente para quem trabalha ao redor dele.
Essa diferença costuma incomodar porque fomos ensinados a acreditar que um bom trabalho eventualmente “fala por si”.
Às vezes, fala.
Mas reuniões, apresentações e discussões internas possuem uma característica pouco confortável: as pessoas só conseguem avaliar o raciocínio que você torna visível.
Um analista pode perceber um risco antes de todos e permanecer em silêncio por não ter certeza. Uma especialista pode identificar uma premissa equivocada, mas decidir esperar alguém mais experiente comentar. Um profissional recém-contratado pode ter uma boa sugestão e guardá-la para não parecer pretensioso.
Se isso acontece uma vez, provavelmente não significa nada.
Quando vira hábito, começa a produzir uma reputação.
Em A coragem para liderar, Brené Brown explora a relação entre coragem, vulnerabilidade e exposição.
Embora muitas dessas reflexões estejam associadas à liderança, elas também ajudam a compreender um desafio enfrentado por profissionais em diferentes momentos da carreira: participar significa aceitar que aquilo que você pensa será avaliado por outras pessoas.
O silêncio protege sua imagem de um jeito perigoso
Quem não apresenta uma ideia dificilmente terá aquela ideia rejeitada.
Quem não faz uma pergunta evita o risco de parecer desinformado.
Quem não discorda do chefe não precisa administrar o desconforto de sustentar uma posição diferente.
Existe proteção nisso.
Só que o mesmo mecanismo que reduz a possibilidade de parecer errado também reduz as oportunidades de demonstrar julgamento, curiosidade e conhecimento.
Depois de seis meses, o profissional preservou-se de algumas situações constrangedoras.
E talvez tenha ficado invisível em dezenas de situações importantes.
Você não precisa ser a pessoa que mais fala
Participação não significa disputar cada minuto da reunião.
Existe uma diferença enorme entre presença profissional e necessidade de protagonismo.
Uma contribuição curta consegue ser suficiente:
“Tem um risco nessa premissa que acho importante considerarmos.”
Ou:
“Posso trazer uma leitura diferente desses números?”
Até uma boa pergunta revela como alguém está raciocinando.
Para quem quiser explorar melhor a relação entre coragem, vulnerabilidade e exposição profissional, o novo Administradores Premium apresenta um playbook em áudio que revisita ideias importantes de A coragem para liderar e as conecta a situações concretas envolvendo confiança, comunicação e relações de trabalho.
A ideia perfeita quase sempre chega tarde
Esperar segurança completa cria um padrão impossível.
Enquanto você organiza mentalmente o argumento perfeito, outra pessoa apresenta uma versão incompleta da mesma ideia.
A discussão avança.
A decisão é tomada.
A reunião termina.
O playbook relacionado a A coragem para liderar também integra a Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
Ele oferece contato inicial com algumas das reflexões de Brené Brown e pode estimular o aprofundamento delas posteriormente na obra original.
Carreira também é construída por competência visível. Não pela autopromoção vazia, mas pelos momentos em que outras pessoas conseguem observar a qualidade do seu raciocínio.
A ideia que permanece perfeita dentro da sua cabeça tem um defeito enorme: ninguém além de você sabe que ela existiu.









