O profissional que sempre entrega antes do prazo corre um risco que ninguém coloca no currículo

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Eficiência costuma ser recompensada com uma consequência curiosa no trabalho: quem termina primeiro frequentemente recebe mais tarefas, enquanto quem demora mantém a agenda ocupada
Existe uma diferença importante entre ser produtivo e parecer disponível para produzir ainda mais.
Muitos profissionais descobrem isso depois de alguns anos de carreira.
Terminou a apresentação antes do prazo? Pode ajudar em outra.
Organizou os processos e ganhou duas horas na semana? Aparece uma nova responsabilidade.
Automatizou uma atividade repetitiva? Ótimo. Agora existe espaço para assumir aquela demanda que estava sem responsável.
Individualmente, cada pedido parece razoável. O problema surge quando a eficiência deixa de produzir tempo para atividades mais importantes e passa a funcionar apenas como um mecanismo para preencher novamente qualquer espaço liberado.
Em Essencialismo, Greg McKeown discute a necessidade de distinguir aquilo que merece nossa energia daquilo que simplesmente disputa espaço por ela. A ideia ganha uma dimensão interessante para profissionais que construíram uma reputação de “dar conta de tudo”.
Existe um estágio da carreira em que eficiência deixa de bastar
No início, conseguir executar mais costuma ajudar.
Você aprende rápido, assume responsabilidades e demonstra capacidade.
Só que crescer profissionalmente exige, em algum momento, mudar a natureza da contribuição.
Um analista que economizou cinco horas automatizando um relatório poderia usar parte desse tempo para analisar melhor os dados, estudar o negócio ou desenvolver uma competência necessária para o próximo cargo.
Se as cinco horas forem imediatamente preenchidas com outras tarefas operacionais, ele ficou mais eficiente.
A carreira, entretanto, permaneceu no mesmo lugar.
Agenda cheia também tem custo de oportunidade
Esse custo raramente aparece porque envolve aquilo que não aconteceu.
O curso que nunca começou.
A análise que poderia ter sido mais profunda.
O projeto que daria visibilidade para uma competência diferente.
A conversa sobre carreira continuamente adiada.
O trabalho importante que perde espaço para pequenas demandas porque o profissional se tornou conhecido justamente por conseguir absorvê-las.
Para quem quiser aprofundar a relação entre prioridades, escolhas e uso consciente da própria energia, o novo Administradores Premium oferece um playbook em áudio que explora algumas das principais ideias de Essencialismo e aproxima as reflexões de Greg McKeown de decisões práticas da vida profissional.
O próximo nível talvez exija fazer menos do trabalho atual
Isso não significa recusar qualquer tarefa que apareça nem utilizar “não é minha função” como proteção.
Significa perceber quando competência virou apenas capacidade de acumulação.
Profissionais também precisam decidir onde desejam investir a eficiência que conquistaram.
O playbook relacionado a Essencialismo integra ainda a Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
O conteúdo apresenta algumas das ideias de McKeown por uma perspectiva aplicada e pode despertar o interesse em aprofundá-las posteriormente na obra original.
Há uma diferença enorme entre liberar duas horas e simplesmente encontrar outras duas horas de trabalho para colocar no lugar.
Eficiência começa a mudar uma carreira quando o tempo economizado deixa de ser automaticamente devolvido para a mesma lista de tarefas.









