Como a integração econômica atual ajuda os empreendedores a expandir seus negócios? Quem abre um negócio sabe que hoje há um mundo a se conquistar. Tal como foi nos tempos primitivos, quando o homem das cavernas descobriu como moldar o barro, trabalhando a argila e fabricando os primeiros utensílios de cerâmica, a ação empreendedora do homem possibilitou-lhe intervir, transformar e dominar o meio ambiente criando e inovando, avançando sempre na busca de novos patamares de produção, de melhores níveis de qualidade de vida. Foi a manifestação e o exercício desta ação, demonstrada por nossos antepassados, que fez a humanidade perpetuar-se; e, por isso, renascer continuamente em nosso meio. A sociedade moderna, cada vez mais urbanizada, necessita de pessoas empreendedoras, capazes de criar empresas privadas ou qualquer outro tipo de organização, para gerar bens e serviços destinados a satisfazer as necessidades de uma população mundial crescente. Quem decide criar uma empresa, especialmente neste início do século XXI, tem importância vital para a nossa sociedade, pois são grandes os desafios, como o aumento da produção de alimentos, a construção de habitações, a fabricação de medicamentos, entre outras prioridades. Superá-los requer a ação decisiva de empreendedores dispostos a capitanear empresas industriais, comerciais e de serviços. Deste modo, o empreendedor está agindo dentro de um contexto internacional muito diferente daquele vivido pelos empresários pioneiros das primeiras décadas do século passado. As mudanças no ambiente internacional estimulam cada vez mais a integração econômica entre países. A formação dos blocos econômicos, por exemplo, ampliamas fronteiras do comércio e criam zonas multi-países de livre mercado. Há também o MERCOSUL, o NAFTA, além da União Européia, que possibilitam o trânsito facilitado de pessoas e produtos, ou seja, uma oportunidade de expansão. Poder competir em um mercado supranacional leva os empreendedores a disputarem um contingente de consumidores sem os entraves alfandegários convencionais. Ao mesmo tempo em que criam oportunidades, os mega-mercados fazem com que a concorrência interna de cada país seja acirrada. Há, então, uma tendência mundial para a abertura do comércio, mesmo interblocos; a busca do livre mercado entre os povos vem, também, consolidando-se no cenário mundial. Neste contexto de economia globalizada, o desafio dos empreendedores já atuantes e de pessoas que estão pensando em iniciar seu empreendimento agora, será desenvolver a capacidade de criar uma empresa verdadeiramente competitiva. Os produtos ou serviços que a empresa vai oferecer à clientela terão de ser produzidos dentro de padrões de qualidade do mercado mundial. Os preços dos produtos aserem cobrados a clientes e os serviços prestados terão de ser iguais ou melhores que aqueles oferecidos por empresas similares, atuantes em outros países. Luiz Fernando Garcia – é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista,empresário, palestrante e autor dos livros “Pessoas de Resultado” e”Gente que faz”, da Editora Gente. Desenvolveu mais de 50 metodologias de foco comportamental, acumulando cerca de 17 mil horas de aplicação nessa modalidade. Uma delas destinada à formação e capacitação de empresários e profissionais que trabalham com negócios, conhecida como GD – Grupo Dirigido de Psicodinâmica em Negócios.