Cinco estratégias para fazer pesquisas de saúde mais eficientes no Google

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Especializada em marketing para clínicas e médicos, agência explica como entender o comportamento dos pacientes e encontrar informações mais relevantes no buscador
O Google se tornou a principal porta de entrada para quem busca informações sobre saúde no Brasil. Seja para esclarecer dúvidas, encontrar um especialista ou pesquisar tratamentos, milhões de pessoas recorrem diariamente ao buscador antes mesmo de procurar atendimento médico. Nesse cenário, compreender como essas pesquisas acontecem também se tornou estratégico para clínicas e profissionais da área.
Segundo levantamento do Datafolha, 47% dos brasileiros utilizam o Google como principal fonte para buscar informações relacionadas à saúde. Para ajudar profissionais e empresas do setor a realizar pesquisas mais precisas e compreender melhor o comportamento dos pacientes, a MNG, agência de marketing de performance especializada na área da saúde e responsável pelo atendimento de mais de 500 clientes em todo o país, reuniu cinco orientações práticas.
1. A intenção da pesquisa faz toda a diferença
O primeiro passo é identificar qual é o objetivo da busca realizada pelo usuário. Segundo a MNG, o Google diferencia pesquisas de caráter informativo daquelas em que existe intenção clara de encontrar uma solução.
Quem pesquisa “o que causa dor lombar”, por exemplo, normalmente procura informações gerais sobre o problema. Já buscas como “tratamento para dor lombar crônica” ou “ortopedista especialista em coluna” demonstram uma intenção muito maior de iniciar um tratamento ou agendar uma consulta.
Entender essa diferença ajuda profissionais de saúde a produzir conteúdos mais alinhados ao momento vivido pelo paciente e aumenta a eficiência das estratégias digitais.
2. Operadores de busca ajudam a encontrar resultados mais precisos
Outra recomendação é utilizar os recursos avançados oferecidos pelo próprio Google para filtrar informações.
O uso de aspas permite localizar expressões exatas, enquanto o sinal de menos (-) ajuda a excluir termos que não interessam, como nomes de medicamentos, marcas específicas ou assuntos relacionados que possam comprometer a qualidade dos resultados.
Esses operadores tornam a pesquisa mais objetiva e reduzem a quantidade de conteúdos irrelevantes exibidos pelo buscador.
3. A linguagem do paciente revela oportunidades
Um dos erros mais comuns entre profissionais da saúde é utilizar apenas terminologia técnica ao pesquisar temas ou desenvolver conteúdos.
Para João Amorim, CEO da MNG, compreender a forma como os pacientes realmente descrevem seus sintomas faz toda a diferença.
“Muitos profissionais de saúde cometem o erro de produzir conteúdo ou criar anúncios pensando apenas no viés científico. No marketing de performance, nós aprendemos que o paciente não busca o diagnóstico técnico, ele busca o alívio de um sintoma. Quando a clínica ou o médico consegue decifrar exatamente a palavra que o paciente digita no momento da dor ou da dúvida, o jogo muda. É essa virada de chave que transforma uma simples pesquisa em uma conexão real entre médico e paciente”, afirma.
Segundo a agência, expressões populares como “gordura no fígado” ou “como eliminar gordura localizada” costumam refletir com mais precisão a linguagem utilizada pelo público do que termos exclusivamente técnicos.
4. Diferenças regionais também influenciam as pesquisas
A forma como as pessoas procuram serviços de saúde varia de acordo com a região do país.
Expressões utilizadas em uma capital podem apresentar volumes de busca bastante diferentes em outras cidades ou estados. Por isso, a MNG recomenda utilizar ferramentas como o Google Trends para analisar a popularidade dos termos em localidades específicas.
Esse cuidado permite desenvolver estratégias de conteúdo e campanhas mais alinhadas às características de cada mercado regional.
5. As perguntas sugeridas pelo Google oferecem novos insights
Outra dica apresentada pela agência é observar o bloco “As pessoas também perguntam”, exibido pelo Google em diversas pesquisas.
As perguntas reunidas nesse espaço são organizadas com base nas dúvidas mais frequentes dos usuários e ajudam a identificar novas abordagens sobre sintomas, tratamentos, exames e riscos relacionados ao tema pesquisado.
Ao explorar essas sugestões, profissionais da saúde conseguem compreender melhor quais informações despertam maior interesse do público e ampliar o alcance de seus conteúdos.
“O Google não é apenas um buscador; hoje, ele é a primeira porta de entrada da jornada de cuidado de milhões de brasileiros. Compreender como essa ferramenta funciona na prática e usar os dados de forma estratégica é o que diferencia as clínicas que apenas estão na internet daquelas que realmente prosperam e atraem os pacientes certos. Dominar essas dinâmicas de busca é o primeiro passo para ter previsibilidade e sucesso no digital”, conclui João Amorim.









