Confiança não surge por acaso. Ela é construída todos os dias, afirma Brené Brown

Imagem: Reprodução/Bené Brown
Poucos conceitos aparecem tanto nos discursos corporativos quanto confiança.
Empresas afirmam valorizar relações de confiança.
Líderes desejam equipes confiáveis.
Colaboradores esperam confiar em seus gestores.
Mas como essa confiança realmente é construída?
Em A Coragem de Liderar, Brené Brown propõe uma resposta bastante objetiva.
Segundo a autora, confiança não nasce de grandes discursos nem de momentos extraordinários.
Ela é resultado de pequenas atitudes repetidas diariamente.
Pequenas ações, grandes consequências
Cumprir uma promessa.
Respeitar um compromisso.
Reconhecer um erro.
Dar crédito pelo trabalho realizado.
Manter confidencialidade.
Esses comportamentos parecem simples.
Entretanto, são justamente eles que fortalecem a percepção de confiança ao longo do tempo.
Da mesma forma, pequenas incoerências também produzem efeito contrário.
Promessas não cumpridas.
Mudanças constantes de posicionamento.
Falta de transparência.
Esses comportamentos reduzem gradualmente a credibilidade da liderança.
Confiança influencia desempenho
Quando profissionais confiam em seus líderes, tendem a compartilhar problemas mais rapidamente.
Pedem ajuda.
Apresentam ideias.
Questionam decisões.
Assumem responsabilidades.
Tudo isso favorece aprendizado e inovação.
Já ambientes marcados pela desconfiança costumam produzir silêncio.
As pessoas evitam conflitos.
Escondem dificuldades.
Protegem a própria imagem.
E organizações deixam de aprender.
A coerência como diferencial
Brown mostra que confiança depende muito mais da coerência entre discurso e comportamento do que da capacidade de comunicação.
Líderes não são avaliados apenas pelo que dizem.
São avaliados principalmente pelo que fazem.
O desafio para gestores
Construir confiança exige tempo.
Mas perdê-la pode levar apenas alguns minutos.
Por isso, A Coragem de Liderar convida gestores a observar não apenas grandes decisões, mas também os pequenos comportamentos cotidianos que, acumulados, definem a qualidade das relações dentro das equipes.
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