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Quase metade dos trabalhadores detesta tarefas repetitivas e quer usar IA para aumentar produtividade, diz pesquisa

líder com pouca inteligência emocional
Créditos: Adobe Stock
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Apesar do desagrado generalizado, a insatisfação varia entre as gerações: 57% da geração Z afirmam não gostar dessas tarefas, contra 42% da geração X

Uma nova pesquisa encomendada pela ferramenta de escrita por inteligência artificial Grammarly e realizada pela Talker Research indica que 44% dos trabalhadores detestam as tarefas repetitivas que fazem parte da rotina diária no escritório. O estudo ouviu 2.000 profissionais que trabalham com computadores, chamados de “knowledge workers”, e mostrou que essas tarefas, que interrompem o fluxo produtivo, custam em média 3,5 horas de trabalho significativo por semana para cada pessoa.

De acordo com reportagem do New York Post, os entrevistados precisam realizar cerca de 53 atividades repetitivas semanalmente. Apesar do desagrado generalizado, a insatisfação varia entre as gerações: 57% da geração Z afirmam não gostar dessas tarefas, contra 42% da geração X.

Esse dado é coerente com o perfil dos jovens da geração Z, que cresceram imersos no ambiente digital, com ritmo acelerado e mudanças constantes, ao contrário da geração X, que vivenciou um contexto mais estável e analógico.

IA: Solução querida para aliviar tarefas cansativas

O estudo também investigou quais tarefas os trabalhadores gostariam de delegar à inteligência artificial. Entre as respostas, 35% querem ajuda da IA para redigir e-mails, 34% para organizar dados em planilhas, 33% para criar atas de reuniões e 31% para automatizar fluxos de trabalho.

Os avanços rápidos das ferramentas de IA explicam o interesse dos entrevistados por conveniência: 49% valorizam ferramentas fáceis de usar, enquanto 35% preferem aquelas que exigem comandos simples e intuitivos.

Por outro lado, apenas 38% das empresas dos entrevistados possuem políticas claras sobre o uso de IA, o que reforça a falta de treinamento e suporte para que os funcionários aproveitem plenamente esses recursos. Mais da metade dos participantes gostaria que suas empresas fossem mais abertas à adoção da IA, com destaque para a geração Z, cujo percentual é de 67%, contra 45% da geração X.

Implicações para as empresas

Especialistas apontam que esses dados vão além de confirmar a popularidade crescente da IA no ambiente profissional. Eles indicam que as organizações podem se beneficiar significativamente ao incentivar o uso dessa tecnologia para reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas, liberando os funcionários para atividades mais estratégicas.

O empreendedor Mark Cuban, citado em relatórios recentes, reforça que a IA já é eficiente na execução dessas tarefas rotineiras. Assim, para que o benefício seja universal, as empresas precisam promover políticas claras de uso da IA e treinar equipes de todas as faixas etárias, evitando depender exclusivamente da familiaridade digital dos trabalhadores mais jovens.

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