Não é novidade que a realidade do mercado hoje está bastante competitiva, seja para profissionais, seja para empresas. Com a ajuda da tecnologia e novas metodologias (ágeis), as estratégias desenhadas buscam manter a competitividade, ao mesmo tempo em que permitem explorar novos segmentos e oportunidades.
A partir deste entendimento, acredito que o benchmarking pode te ajudar compreender a realidade que você está, potencializando o que você pode conquistar.
Você sabe o que é benchmarking? Já ouviu falar?
Para poder deixar claro o que eu quero expor, independente se você já conhece ou não, preciso contextualizar você sobre o que benchmarking.
Segundo Chiavenato (2011), o benchmarking foi introduzido em 1979 pela Xerox, e tinha uma proposta de ser um processo contínuo de avaliar produtos, serviços e práticas dos concorrentes mais fortes ou daquelas empresas que são reconhecidas como líderes empresariais.
Corroborando essa ideia, Maximiano (2011) afirma que o benchmarking é uma técnica que uma organização utiliza para comparar o seu desempenho com o de outra, buscando as melhores práticas de administração com o intuito de identificar e ganhar vantagens competitivas.
Desta forma, o benchmarking permite ao gestor ou um determinado grupo identificar o “melhor do melhor” em algum aspecto relevante, ajudando na identificação de fatores importantes que contribuem para a produtividade e a qualidade. O benchmarking exige três objetivos que a empresa precisa ter clareza antes de colocá-lo em prática (CHIAVENATO, 2011) :
• Conhecer as próprias operações e avaliar os pontos fortes e fracos. Para tanto, é necessário documentar os passos e práticas dos processos de trabalho, definir medidas de desempenho e diagnosticar as fragilidades.
• Localizar e conhecer os concorrentes ou organizações líderes de mercado, conhecendo os pontos fortes e fracos, e estabelecer uma comparação.
• Incorporar o que for melhor do concorrente ou do líder de mercado, fazendo as devidas adaptações.
Para que esses objetivos possam ser concretizados, é fundamental uma avaliação da própria realidade com sinceridade e humildade, porque a certeza da frase “em time que está ganhando não se mexe” não existe mais. É notório, muitas vezes, como a disponibilidade para aprender e mudar pode impactar uma estratégia, transformando aquilo que poderia ser um fracasso em uma bela oportunidade de sucesso. Obviamente há um ganho enorme em competitividade.
Em um mundo cada vez menos linear e padronizado, e cada vez mais repleto de mudanças abruptas, o poder das inovações tecnológicas e do crescimento das empresas podem servir de aprendizado por empresas e pessoas que desejam melhorar o seu potencial. Benchmarking não é um conceito novo, mas devido a realidade que vivemos, é necessária a sua compreensão e prática se quisermos almejar o sucesso.
Referências:
Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 8. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Maximiano, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2011.
Por Ricardo Verçoza – Professor, mestre em Indústrias Criativas.









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