A pandemia do coronavírus providenciou, em poucos meses, a consolidação do hábito de compras on-line.
Ampliou, por consequência, a necessidade dos negócios de atuarem no ambiente digital para continuar vendendo.
Nos últimos 18 meses, um número enorme de empresas foram compulsoriamente empurradas para o on-line, sob pena de deixarem de existir.
E muitas delas que iniciaram o processo de digitalização se depararam com a dura realidade: não basta criar um perfil no Instagram e esperar os clientes chegarem aos milhares.
Esse é um equívoco comum entre empreendedores e profissionais liberais, imaginar que basta postar em alguma rede social para obter resultados de posicionamento, atração de clientes e vendas.
“Presença on-line” não significa vendas ou êxito em alguma empreitada digital.
Aliás, esse termo “presença digital” já caducou faz muito tempo e precisa ser atualizado com urgência na mente dos gestores para “estratégia digital”.
Não é à toa que muitas empresas ainda acreditam que marketing digital não dá resultado.
É muito provável que tenham investido em “presença digital”.
E justamente a ideia de que presença basta é que faz com que muitas empresas contratem fazedores de posts e se preocupem mais com a beleza dos seus posts do que com a estratégia de vendas on-line.
O profissional de social media não é um mero fazedor posts. Pelo menos não deveria ser.
Ele é o responsável por criar uma estratégia de conteúdo inteligente, capaz de atrair, emocionar e conduzir a mente do usuário até o momento de compra.
Desenhar uma estratégia de conteúdo significa conhecer a jornada do cliente, da atração à venda e colocar o argumento exato em forma de conteúdo em cada momento dessa jornada.
Apenas “fazer posts” para preencher uma timeline, ofertando produtos ou serviços, se equivale a sair entregando panfletos nas caixinhas de correios.
A grande maioria das pessoas que pegar o panfleto vai amassar e jogar no lixo.
No meio digital, isso equivale a apenas rolar a tela e não dar importância para o conteúdo.
É o que chamamos de conteúdo invisível.
Faça stories todo dia… Lives frequentes… Produza vídeos para o IGTV e YouTube… Poste 3x por dia no Instagram e Facebook… Faça enquetes… Sorteios… Tenha grupos de leads no WhatsApp e listas de transmissão… Mantenha um site lindo mais um blog atualizado… Escreva vários ebooks com páginas de captura. Tenha uma lista de contatos e mande e-mails diários… Grave podcast semanal… Crie para o LinkedIn e alimente um canal naquele concorrente do WhatsApp… Siga o conselho do master guru e publique 100 conteúdos por dia, no mínimo.
Por fim, providencie anúncios.
Tudo isso feito SEM estratégia de conteúdo e posicionamento provavelmente levará o negócio às seguintes consequências:
- se tornar ESCRAVO da própria produção de conteúdo;
- manter um INVESTIMENTO ALTO em criação de conteúdo;
- NENHUM aumento de vendas ou captação de clientes;
- dinheiro NO LIXO com anúncios inúteis.⠀
Contudo, por meio de uma estratégia de conteúdo inteligente, 1/3 dessas ações podem trazer 10 vezes mais resultado, com o mesmo investimento em anúncio. ⠀
É por isso que, mais do que nunca, é necessário compreender que o papel do social media vai além de apenas fazer posts.
É preciso ter planejamento e estratégia para que a audiência impactada seja o público-ideal: aquele com propensão para consumir o produto e disseminar a marca.
O primeiro passo quando falamos em estratégia digital é compreender o que diferencia esse emissor de conteúdo dos seus concorrentes.
Em seguida, o profissional de conteúdo precisa ter um roteiro para decifrar o DNA do emissor do conteúdo e fazer reverberar esse DNA em cada frase, em cada peça e em cada mídia.
O DNA de conteúdo é um elemento essencial ao posicionamento de marca e produto.
Depois dessas estruturas essenciais, passamos aos métodos de identificação dos comportamentos do cliente ideal, para definir os assuntos que serão abordados e que chamamos de linhas editoriais.
As linhas editoriais servem de ponte entre o cliente ideal e o produto. Esses assuntos precisam ser relevantes e ajudar o pretenso comprador, mas ao mesmo tempo, precisam conduzir sua atenção ao produto ou serviço.
Feito isso, é hora do social media colocar a mão na massa e iniciar a produção do conteúdo conforme a estratégia.
E, por fim, obter o resultado esperado por meio do que chamamos de conteúdo inteligente, que deve atender às seguintes características:
1) Conduz a mente do cliente ao produto, marca ou serviço;
2) Gera emoção, que pode ser confiança, indignação, piedade, diversão, solidariedade, indignação etc.;
3) É longevo: surte efeitos pelo maior tempo possível;
4) É empilhável, se soma aos demais conteúdos para os mesmos objetivos;
5) É encontrável pelo público certo;
6) É compartilhável: ajuda a atrair audiência semelhante;
7) É capaz de posicionar e diferenciar o emissor do conteúdo.
Pacote de posts não é fazer social media.
Social media é uma função primordial em qualquer negócio que pretenda atuar no digital e se valer das oportunidades de se destacar por meio do conteúdo, raptar primeiro a atenção e em seguida o coração da audiência, transformando-a em clientes.
(Imagem: iStockPhoto)









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