A maioria das decisões que você toma no trabalho talvez nem devesse chegar até você

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Quanto mais responsabilidade alguém assume, maior pode ser a tentação de participar de tudo. O problema é que decisões demais também consomem a atenção necessária para aquelas que realmente importam
Um funcionário pergunta se pode conceder uma pequena condição comercial.
Outro quer saber qual versão da apresentação deve enviar.
Surge uma dúvida sobre um processo interno. Depois, uma aprovação de rotina. Em seguida, alguém pede cinco minutos para validar uma escolha que poderia ter feito sozinho.
Nenhuma dessas decisões parece particularmente difícil.
Esse é justamente o perigo.
Ao final do dia, um gestor pode ter tomado dezenas de pequenas decisões e ainda não ter encontrado espaço mental para pensar na expansão da empresa, em uma contratação importante ou na estratégia do próximo ano.
A questão não é simplesmente produtividade. Em Essencialismo, Greg McKeown discute como a multiplicação de demandas pode dispersar energia e atenção, enquanto escolhas conscientes ajudam a preservar recursos para aquilo que realmente produz impacto.
Um dia cheio de decisões pode esconder poucas decisões importantes
Existe certo prestígio em ser a pessoa consultada para tudo.
Significa que você conhece a operação. Que confiam no seu julgamento. Que sua opinião tem peso.
Mas existe uma consequência menos confortável: quanto mais respostas dependem de você, menos a organização aprende a funcionar sem você.
O que parece importância também pode ser dependência.
Uma forma de perceber isso é observar a própria agenda durante uma semana e fazer uma pergunta para cada decisão tomada:
“Eu realmente precisava decidir isso?”
Provavelmente algumas respostas serão “não”.
O problema não é decidir rápido
Criar regras para situações recorrentes pode eliminar centenas de decisões desnecessárias.
Se descontos de até determinado limite seguem critérios claros, alguém não precisa perguntar toda vez.
Se a equipe conhece os parâmetros para aprovar uma despesa, cada compra deixa de virar uma consulta.
Se existem critérios objetivos para priorizar demandas, o gestor não precisa reorganizar pessoalmente a fila todos os dias.
A rotina, nesse caso, não serve para engessar a empresa.
Serve para impedir que problemas já resolvidos continuem exigindo novas decisões.
Para quem quiser aprofundar essa discussão sobre escolhas, prioridades e uso consciente da atenção, o novo Administradores Premium oferece um playbook em áudio que explora algumas das principais ideias apresentadas em Essencialismo e mostra como elas podem ser levadas para situações práticas de trabalho e gestão.
Os melhores líderes podem passar menos tempo decidindo
Isso parece contraditório.
Esperamos que alguém em uma posição importante tome muitas decisões. Mas talvez seja mais útil avaliar quais decisões continuam chegando até essa pessoa.
Questões repetitivas podem virar critérios.
Escolhas operacionais podem ganhar responsáveis claros.
Problemas conhecidos podem ter processos definidos.
A atenção do gestor fica reservada para situações em que julgamento, experiência e visão estratégica realmente fazem diferença.
O playbook relacionado a Essencialismo também integra a Biblioteca do Administradores Premium, que reúne conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
A proposta é oferecer contato com ideias que possam ser aplicadas à realidade profissional e também despertar o interesse pelo aprofundamento na obra original de Greg McKeown.
Talvez, portanto, exista uma pergunta melhor do que “quantas decisões importantes eu tomei hoje?”.
Quantas das decisões que tomei hoje poderiam nunca mais precisar chegar até mim?









