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Empreendedorismo

Brainstorming, como realizar?

Com o aumento da concorrência e da exigência por produtos e serviços cada vez melhores, as organizações precisam, a cada dia mais, desenvolver ideias para atrair o público e se destacar no mercado. Mas como sempre ter novas ideias para colocar em prática? Este problema pode ser solucionado através de um brainstorming.
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Traduzindo do inglês, significa ‘Tempestade Cerebral’, ou, como é conhecido, ‘Tempestade de Ideias’. Essa técnica foi desenvolvida pelo publicitário norteamericano Alex Osborn, em 1949.

Segundo a consultora Gisela Kassoy, o Brainstorming “possui duas etapas – a Divergente, na qual a proposta é ter muitas ideias e a Convergente, na qual as ideias são selecionadas, agrupadas e avaliadas. A etapa convergente não é muito diferente do que fazemos no nosso cotidiano: somos todos experts em fazer julgamentos, aprovar, vetar… Já a etapa divergente pode parecer mais difícil: ela exige ousadia, capacidade de combinar ideias e até esforço mental para direcionar o pensamento para além do trivial”.

Na fase inicial, como diz Gisela, “não importa se as ideias são boas ou não, o que importa é o fluxo. Além disso, as ideias ditas malucas são justamente aquelas que têm mais potencial para se transformar em ideias originais e válidas, desde que bem trabalhadas na fase posterior.

O brainstorming é de fato uma ocasião especial: normalmente valoriza-se o bom senso, os acertos, as boas argumentações. No brainstorming, o que importa é a ousadia, a disposição para colaborar, as elucubrações”.

É importante não se apegar às ideias, pois como diz a consultora, “se você estiver muito apaixonado por sua ideia, dificilmente terá outras, e tenderá a não aprovar outras sugestões ou modificações à sua ideia inicial”.

Onde pode ser utilizado?

O Brainstorming é uma ferramenta, como alguns a denominam, muito utilizada por equipes de marketing, em campanhas publicitárias e desenvolvimento de Branding, no entanto, sua aplicação é infinita, podendo ser utilizado na criação de textos, de projetos, desenvolvimento ou aprimoramento de produtos e serviços, reestruturação de processos etc. Ou seja, qualquer problema que necessite de ideias para ser solucionado, pode-se utilizar a técnica de Brainstorming.

O site da revista Exame lista alguns cuidados para realizar um brainstorming de qualidade:

1. Saiba o que é (e para que serve) o brainstorming

Todos os participantes precisam entender que o processo vai muito além de “uma listinha de ideias”, segundo Gisela. Na verdade, o brainstorming é uma dinâmica que exige flexibilidade, liberdade e suspensão das censuras. Só compreendendo isso você poderá aproveitar o método – e julgar se ele é realmente pertinente para o projeto em questão.

2. Abrace as “bobagens”

“Só saímos do clichê quando nos permitimos falar besteiras”, diz Gisela. Isso significa liberdade total para os participantes da reunião. Censurar o outro é proibido.

Aquilo que parece, a princípio, uma grande tolice pode ser o caminho para uma ideia original e viável, se bem trabalhada posteriormente. O segredo é não se preocupar e deixar fluir pensamentos aparentemente infantis, absurdos e ridículos.

3. Tenha um tema definido

Por mais que a liberdade seja um grande valor a ser preservado durante o brainstorming, é importante que todos os participantes saibam muito bem por que estão ali.

“Você precisa estabelecer um problema claro a ser resolvido pelo grupo, que pode ser formulado em uma única pergunta, tópico ou expressão”, diz Gisela. Se o tema for complexo, vale dedicar algum tempo para explicá-lo cuidadosamente a todos.

4. Estabeleça um tempo máximo

Outro fator que ajuda a produtividade é estabelecer um limite de tempo. Segundo Gisela, esse é um elemento importante para pressionar o grupo. Se não houver um controle nesse sentido, a sessão pode se estender demais e perder o rumo.

“Um brainstorming de qualidade com seis pessoas, que dure apenas de cinco a dez minutos, pode gerar cerca de 200 ideias”, diz Gisela. Se o tempo for livre, esse volume pode transbordar – e dificultar o manuseio das propostas posteriormente.

5. Conte com um facilitador

A dinâmica precisa incluir uma pessoa neutra, cujo papel é observar o processo e cuidar do fluxo de ideias. “O facilitador impede que alguém seja censurado ou que uma pessoa se exceda ao tentar vender sua ideia para o grupo”, explica a especialista Gisela Kassoy.

Outra função dessa figura é ajudar a equipe a não perder o foco. Se as pessoas começarem inadvertidamente a tratar de outros temas, cabe a ele lembrá-las sobre a pergunta original da dinâmica.

6. Trabalhe num grupo heterogêneo

Como o brainstorming é baseado em volume e liberdade de ideias, quanto mais cabeças diferentes estiverem trabalhando juntas, melhor. Segundo Gisela, clientes, fornecedores, usuários finais e outros participantes diversos são bem-vindos.

Camila Laguzzi, da La Gracia, confirma a importância da heterogeneidade. “Pela nossa experiência, apimenta muito o processo juntar várias pessoas, homens e mulheres de áreas diferentes, não necessariamente ligadas ao projeto em si”, conta.

7. Esteja à vontade

O grupo precisa estar relaxado para funcionar. “De nada adianta chamar um cliente para tornar a discussão mais rica e diversa, mas ficar constrangido em falar dos ‘podres’ da empresa na frente dele”, alerta Gisela.

Segundo a especialista, esse é outro papel do facilitador do brainstorming: garantir que o grupo esteja confortável o suficiente para falar o que lhe vem à cabeça, sem filtros.

8. Registre tudo rapidamente

Seja numa lousa ou em post-its individuais, é preciso passar as ideias levantadas para o papel. Também nesse aspecto do brainstorming, vale o princípio de que a quantidade é soberana.

“O registrador não deve ser a pessoa que escreve ‘bonito’, com letra caprichada e todos os acentos, mas sim quem consegue escrever o mais rápido possível”, aconselha Gisela. Isso porque todas as propostas devem ser registradas, sem exceção.

9. Pense duas vezes antes de fazer um encontro online

De acordo com a especialista Gisela Kassoy, embora não seja proibido, fazer um brainstorming à distância, por teleconferência, pode gerar alguns problemas que merecem consideração.

Para Camila Laguzzi, da La Gracia, as dinâmicas presenciais são sempre melhores. Se um ou mais participantes participam remotamente, podem surgir distrações, como emails ou telefonemas. “Falta também a empolgação, a energia do brainstorming feito ombro a ombro”, diz.

10. Não discuta todas as propostas levantadas

Brainstormings de qualidade podem gerar centenas de ideias em poucos minutos. “É um equívoco querer discutir cada uma delas em profundidade ao fim do processo”, afirma Gisela.

Depois de registradas todas as propostas, vale pedir para as pessoas assinalarem somente aquelas que merecem ser analisadas. Limpando os excessos, otimiza-se o tempo do grupo e pode-se chegar a boas ideias mais rapidamente.

Técnicas para um Brainstorming mais produtivo!

Preparação prévia: Segundo o professor Ralph Keeney, não basta reunir um grupo em busca de ideias. É mais eficiente apresentar o problema ao grupo e passar algumas coordenadas antes da reunião de brainstorming em si.

Para o professor, uma equipe que estuda o assunto e foca os seus esforços na resolução do problema antes da reunião pode trazer ideias e soluções mais eficientes durante o brainstorming.

Então, cada um deve pesquisar, estudar e pensar separadamente, para depois se reunir em equipe, apresentar as ideias e solucionar o problema, seja com a soma das soluções propostas, ou com o desenvolvimento de uma nova proposição.

Post-its: Por serem de fácil manuseio, agiliza o andamento do processo e possibilita que cada um pense, escreva, ou desenhe, e exponha sua proposta aos demais.

Brainstorming oposto: “Pois saiba que essa técnica de expor a toda equipe os fatos que, certamente, causam e ampliam o problema original pode ser um caminho interessante.

Um exemplo: Supondo que o problema seja “como atender o cliente de maneira mais cordial?”, invertendo-o, a questão fica sendo “como atender o cliente de maneira menos cordial?”.

As respostas à 2ª questão trarão uma lista do que não fazer no atendimento ao cliente. Mais do que isso, podem trazer questões que estão sendo executadas no momento, mesmo que sem intenção, e apontar pontos de mudança e de melhoria”.

Mindmapping: Construir um mapa mental ajuda a construir uma teia ideias, possibilitando que novas propostas surjam através da interligação de ideias anteriores.

Brainstorming tangível: Ter algo material para avaliar facilita o surgimento de novas ideias, pois a equipe compreende melhor as necessidades do público-alvo. Exemplo: em um processo de reformulação de uma embalagem, avaliar como é a embalagem atual, aumenta a capacidade de perceber o que precisa ser mantido, o que e como precisa ser modificado. Caso o problema seja a criação da embalagem, podem ser feitos protótipos para análise.

Mas caso o problema não seja material, mas a realização de um projeto, por exemplo, analisar objetos relacionados ao público-alvo facilita o brainstorming.

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