O ciclo conhecido, na área de custos, como “espiral da morte” é muito perigoso para as empresas, especialmente para jovens empreendedores que ainda não possuem experiências necessárias ao enfrentamento do concorrido mercado.
A espiral começa normalmente com a quedas das vendas, que leva a um aumento nos custos unitários, que conduz a um aumento no preço de venda e, consequentemente a nova redução nas vendas e assim sucessivamente até a falência da empresa, ou até a interrupção desta espiral pelo gestor da empresa.
QUEDA NAS VENDAS => AUMENTO DO CUSTO UNITÁRIO => AUMENTO DO PREÇO DE VENDA => QUEDA NAS VENDAS => AUMENTO DO CUSTO UNITÁRIO => e assim se sucede a espiral da morte
A empresa moderna não pode se dar ao luxo de não controlar rigorosamente seus custos, pois a competição acirrada do mercado reduz os preços e elimina as empresas ineficientes. Os preços de venda não são mais ditados pelo empresário (dono da empresa) e sim pelo mercado consumidor, que busca nas alternativas disponíveis àquele que melhor satisfaça suas necessidades.
Num passado bem recente a equação usada pela maioria dos empresários para calcular o preço de venda de seus produtos, era:
PREÇO DE VENDA = CUSTO + LUCRO
Hoje, esta equação se inverte para:
LUCRO = PREÇO DE VENDA – CUSTO
Como o preço de venda é ditado pelo mercado, só resta ao empresário (se quiser aumentar seus lucros), diminuir os custos. Neste contexto, entram os desperdícios. O empresário moderno deve estar focado na redução/eliminação de desperdícios.
Os desperdícios podem ser decompostos em vários aspectos para melhor controle. Na mão de obra, por exemplo, a falta de produtividade leva a uma ineficiência operacional que só aumenta os custos unitários. Assim, ter um padrão de tempo para a execução de tarefas é um ótimo indicador de desempenho que mede o desperdício, e que portanto, pode ser reduzido.
Outro importante indicador é a ociosidade que pode ser reduzida através de um rigoroso controle dos tempos de produção.
Os desperdícios por superprodução e os desperdícios por estoques elevados podem ser medidos tomando como base os encargos financeiros relacionados com os estoques da empresa. A manutenção e a obsolescência dos estoques são perdas não recuperáveis.
Retrabalhos e produtos defeituosos, também são desperdícios que não podem deixar de serem controlados pelo gestor.
Portanto, observar e buscar sempre a melhoria contínua é fator decisivo para as organizações. A inabilidade e a falta de experiência de muitos gerentes/empresários são as causas da maioria dos problemas com a gestão de custos.
Por isso, não deixe a “espiral da morte” perseguir sua empresa. Interrompa o ciclo assim que os problemas com as vendas comecem a aparecer.









Bruno Perin
Tami Saito

Alessandro Almeida
Aline Rizzo
Marco Antonio Spinelli
Janguiê Diniz

Raquel Torres
Armando Lourenzo









