Este livro explica por que algumas empresas pioram justamente quando tentam corrigir um erro

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Quando uma estratégia começa a falhar, adicionar controles, reuniões e etapas parece prudente. O problema é que a tentativa de corrigir pode tornar a operação ainda mais difícil de consertar
O projeto atrasou.
A primeira reação foi criar uma reunião semanal de acompanhamento.
Os atrasos continuaram. Surgiu uma planilha de controle.
Depois vieram aprovações adicionais, relatórios de status e uma nova reunião para alinhar as áreas envolvidas.
Três meses depois, o projeto ainda está atrasado. Só que agora a equipe também precisa administrar toda a estrutura criada para impedir que ele atrasasse.
Existe uma armadilha interessante aí: quando alguma coisa não funciona, nossa tendência pode ser adicionar antes de considerar retirar.
Em Adapte-se, Tim Harford discute a importância da experimentação, do aprendizado com erros e da capacidade de abandonar caminhos que não funcionam. A lógica ajuda a olhar de outra maneira para empresas que respondem a problemas aumentando continuamente a complexidade.
Toda solução nova também pode criar um novo problema
Imagine que uma entrega tenha atrasado porque três áreas não sabem exatamente quem possui autoridade para aprová-la.
Criar mais uma reunião pode melhorar a comunicação.
Mas não resolve necessariamente a indefinição.
A empresa passa a conversar melhor sobre o mesmo problema.
Esse padrão pode aparecer em diferentes situações. Um formulário é criado porque informações chegam incompletas. Uma aprovação adicional surge depois de um erro. Um relatório nasce porque alguém ficou sem visibilidade.
Individualmente, cada solução parece razoável.
Somadas, elas podem construir uma operação em que corrigir exceções se torna mais trabalhoso do que executar o processo original.
Antes de adicionar alguma coisa, tente retirar uma
Quando um problema reaparece, uma pergunta pouco intuitiva pode ajudar:
“O que podemos eliminar para que isso funcione melhor?”
Talvez uma etapa esteja duplicada.
Talvez existam duas pessoas aprovando algo que poderia ter apenas um responsável.
Talvez um processo criado há três anos continue existindo mesmo depois de desaparecer a razão que o originou.
Para quem quiser explorar melhor como organizações podem aprender, testar e corrigir caminhos sem transformar cada falha em mais complexidade, o novo Administradores Premium apresenta um playbook em áudio que percorre ideias importantes de Adapte-se e discute como elas podem ser aplicadas a decisões e problemas reais de gestão.
Algumas empresas acumulam soluções antigas
Esse é um risco especialmente difícil de perceber porque processos raramente parecem absurdos quando são criados.
Eles nascem para resolver problemas reais.
A questão é descobrir se continuam necessários depois que esses problemas mudaram ou desapareceram.
Por isso, adaptar uma organização não significa apenas experimentar coisas novas. Também exige reconhecer quando uma solução deixou de ajudar.
O playbook relacionado a Adapte-se integra a Biblioteca do Administradores Premium, ao lado de conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
Ele funciona como uma porta de entrada para algumas das provocações de Tim Harford e pode despertar o interesse em aprofundá-las diretamente na obra original.
Da próxima vez que um processo falhar, portanto, talvez a primeira pergunta não deva ser “o que está faltando?”.
Pode ser mais útil descobrir o que está sobrando.









