Este livro mostra por que o melhor momento para desistir pode ser quando tudo parece estar funcionando

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Resultados positivos costumam ser interpretados como sinal para continuar. Mas uma estratégia pode estar dando certo e, ainda assim, deixar de ser a melhor escolha para o futuro
As vendas cresceram.
O produto continua lucrativo. Os clientes estão satisfeitos e nenhum indicador exige uma mudança urgente.
Então alguém propõe reduzir os investimentos naquela operação para apostar em outra frente.
A reação parece previsível:
“Por que mexer no que está funcionando?”
A pergunta faz sentido. Mas também pode prender empresas a uma lógica perigosa: esperar que uma estratégia comece a fracassar para só então considerar abandoná-la.
Em Jogue Para Vencer, A.G. Lafley e Roger Martin tratam estratégia como um conjunto de escolhas sobre onde competir, como vencer e quais capacidades desenvolver. Isso também significa aceitar uma ideia desconfortável: escolher um caminho exige deixar outros para trás.
O sucesso de hoje pode competir com o sucesso de amanhã
Imagine uma empresa que possui um produto responsável por boa parte de sua receita.
Ele ainda cresce 5% ao ano.
Ao mesmo tempo, uma nova categoria começa a surgir e apresenta potencial muito maior. Entrar nela exigiria investimento, profissionais e atenção da liderança.
Recursos que hoje estão comprometidos com o negócio atual.
Nesse cenário, a comparação relevante talvez não seja entre continuar ganhando dinheiro ou parar de ganhar.
Ela pode estar entre ganhar 5% a mais onde a empresa já está e construir uma posição em um mercado que pode determinar os próximos dez anos.
Estratégia também exige abandonar coisas boas
Essa é uma das decisões mais difíceis porque não existe um problema evidente para justificar a mudança.
Quando uma operação dá prejuízo, encerrá-la pode ser doloroso, mas os números fornecem um argumento.
Quando ela ainda funciona, desistir parece desperdício.
Só que recursos são limitados.
Cada milhão investido em uma frente deixa de financiar outra. Cada executivo concentrado em um mercado não está pensando no próximo. Cada prioridade preservada ocupa espaço que poderia ser usado por uma nova.
Para quem quiser explorar melhor essa lógica de escolhas e renúncias, o novo Administradores Premium oferece um playbook em áudio que examina conceitos centrais apresentados em Jogue para vencer e os conecta a decisões práticas sobre posicionamento, capacidades e vantagem competitiva.
A Kodak não é a única história que deveria preocupar empresas
Casos famosos de organizações surpreendidas por mudanças tecnológicas podem criar uma impressão enganosa: a ameaça sempre virá de algo que a liderança não percebeu.
Nem sempre.
Às vezes, a empresa enxerga a próxima oportunidade perfeitamente.
O problema é que o negócio atual continua bom demais para ser deixado de lado.
Por isso, uma discussão estratégica não deveria começar apenas quando os números ficam vermelhos.
O playbook relacionado a Jogue Para Vencer também integra a Biblioteca do novo Administradores Premium, que reúne conteúdos sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias. Ele oferece uma introdução às reflexões de Lafley e Martin e pode despertar o interesse em aprofundar o modelo estratégico diretamente na obra original.
Empresas costumam perguntar quais atividades deveriam interromper porque não funcionam mais.
Talvez exista uma pergunta muito mais difícil:
O que ainda funciona, mas já não merece receber o futuro da empresa?









