Virar a pessoa que resolve todos os problemas da equipe também consegue impedir você de crescer

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Ser procurado sempre que algo dá errado parece reconhecimento. O risco começa quando sua carreira passa a depender da capacidade de apagar incêndios que ninguém mais consegue resolver.
Existe um tipo de profissional que rapidamente se torna famoso dentro de qualquer empresa.
O sistema travou? Chama ele.
O cliente reclamou? Ele resolve.
O relatório precisa ficar pronto hoje? Ele dá um jeito.
Alguém cometeu um erro? Ele sabe como corrigir.
Com o tempo, essa pessoa conquista confiança, autonomia e uma reputação poderosa: quando ninguém sabe o que fazer, ela sabe.
O problema é que uma carreira construída em torno dessa reputação também consegue criar uma armadilha. Quanto mais problemas você resolve sozinho, mais problemas chegam até você. E menos tempo sobra para construir algo que impeça os mesmos problemas de voltar.
Em O lado difícil das situações difíceis, Ben Horowitz aborda a gestão a partir justamente dos momentos em que não existem respostas simples, explorando decisões difíceis, responsabilidade e os desafios concretos de construir e conduzir organizações.
Resolver rapidamente também consegue esconder um problema maior
Imagine que determinado relatório apresenta erros todos os meses.
Você conhece tão bem a operação que consegue corrigi-los em vinte minutos.
Excelente.
Mas talvez a competência mais valiosa já não seja corrigir o relatório.
Pode ser descobrir por que o erro continua acontecendo, documentar o processo, automatizar uma etapa ou ensinar outra pessoa a identificar o problema.
Existe uma diferença entre ser excelente em resolver exceções e construir uma operação que dependa menos delas.
A primeira habilidade torna você necessário hoje.
A segunda aumenta aquilo que você consegue entregar amanhã.
O heroísmo profissional tem dificuldade para escalar
Quem resolve tudo também corre outro risco: tornar-se o caminho mais rápido para qualquer dificuldade.
Colegas deixam de investigar porque perguntar a você demora menos.
Gestores continuam direcionando emergências porque sabem que você entrega.
Processos permanecem frágeis porque existe alguém capaz de compensar suas falhas.
Sem perceber, competência individual começa a sustentar ineficiências coletivas.
Para quem quiser aprofundar as reflexões de Horowitz sobre decisões difíceis, responsabilidade e construção de organizações, o novo Administradores Premium oferece um playbook em áudio que analisa algumas das principais lições de O lado difícil das situações difíceis e as aproxima de desafios concretos encontrados no ambiente empresarial.
Seu próximo nível talvez comece quando precisarem menos de você
Isso não significa deixar problemas sem solução.
Significa mudar progressivamente a natureza da contribuição.
Primeiro, você resolve.
Depois, entende a causa.
Em seguida, cria um processo, compartilha conhecimento ou desenvolve uma solução para que outras pessoas também consigam agir.
O Playbook relacionado a O lado difícil das situações difíceis também integra a Biblioteca do novo Administradores Premium, junto a conteúdos editoriais sobre grandes livros, pensadores, teorias, filosofias e metodologias.
A experiência apresenta algumas das ideias de Ben Horowitz e pode ampliar o interesse pelo aprofundamento delas na obra original.
Ser a única pessoa capaz de apagar um incêndio demonstra valor. Construir algo que faça aquele incêndio parar de acontecer demonstra um valor completamente diferente.









